As autoridades de migração de Moçambique repatriaram 59 cidadãos etíopes e malauianos em situação ilegal, no primeiro semestre deste ano, na província de Tete, centro do país, avançou fonte oficial.
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08/08/2026
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Lusa
Entre os repatriados constam 57 cidadãos etíopes e dois malauianos, que entraram ilegalmente no país através dos distritos fronteiriços com o Maláui, a Zâmbia e o Zimbabué, segundo o porta-voz da Direção Provincial do Serviço Nacional de Migração em Tete, citado hoje pela comunicação social.
De acordo com José Xavier, os cidadãos estrangeiros foram intercetados durante ações de fiscalização nos distritos próximos das fronteiras com aqueles países vizinhos.
“Depois de feitos todos os trabalhos com outras instâncias, é o dia do seu repatriamento”, disse o responsável.
Xavier apelou às comunidades para colaborarem com as autoridades, pedindo que denunciem a presença de estrangeiros em situação ilegal naquela região, visando combater a migração ilegal.
“Apelamos ao estrangeiro para legalizar a sua situação aqui em Moçambique”, acrescentou José Xavier.
Em 30 de julho, o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, pediu ao Serviço Nacional de Migração para “intensificar o controlo migratório e o combate à imigração ilegal nos postos fronteiriços, com recurso a tecnologias modernas e formação permanente dos membros da força paramilitar”.
Moçambique, que partilha extensas e porosas fronteiras com seis países da África Austral, além dos três referidos antes, a Tanzânia, a África do Sul e o Essuatíni, enfrenta desafios significativos no controlo de entradas não autorizadas.

