Rua da Oura? “Segurança não pode ser perceção, tem de ser realidade”

Rua da Oura?

O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, afirmou que o atropelamento que ocorreu na Rua da Oura durante a madrugada de terça-feira foi um ato “isolado”, mas que, ainda assim, “alguma coisa vai ter de mudar” e que deverão ser tomadas “medidas mais incisivas”.

© CM Albufeira


25/08/2026
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Notícias ao Minuto

O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, afirmou, esta terça-feira, que o incidente que ocorreu na Rua da Oura durante a madrugada foi um ato “isolado”, mas que, ainda assim, “alguma coisa vai ter de mudar” e que deverão ser tomadas “medidas mais incisivas”.

 

“Mesmo para incidentes isolados tem de haver uma ação, uma reação. E eu, como presidente da Câmara, estou cá para dar a cara e apresentar uma alternativa ou soluções para mitigar que nunca volte a acontecer algo deste tipo”, começou por dizer, em declarações à SIC Notícias, na noite desta terça-feira. 

E continuou: “Nós sabemos que está montando o maior dispositivo de segurança de sempre na Rua da Oura a nível policial, temos o maior número de efetivos, as ruas estão vedadas e mesmo assim aconteceu o incidente com a pessoas embriagada”.

Rui Cristina recordou também que, durante a campanha para as autárquicas, em outubro, uma das suas bandeiras “foi a segurança” e que, para isso, enveredou “por um caminho difícil que foi regular noite em Albufeira, pensando única exclusivamente nas pessoas e em quem nos visita, na sua segurança”. 

“Mesmo com grande contestação, diminuímos os horários dos bares, combatemos o ruído e conseguimos mitigá-lo. Mesmo assim, aconteceu o episódio desta madrugada, o que demonstra que este caminho tem de continuar a ser feito, um caminho firme de perseverança e de coragem”, apontou. 

E acrescentou: “Vou ter de tomar medidas muito mais fortes. Estamos a analisar esta situação e vamos ter que tomar medidas mais incisivas […]. Vamos ter olhar para aqui e vedar realmente os acessos de uma outra maneira, de uma maneira muito menos permissiva porque somos um dos maiores destinos de Portugal e queremos continuar a ser”. 

Questionado sobre o que poderá acontecer com os moradores caso seja proibida a circulação de viaturas naquela rua, o autarca afirmou que é necessário “ver qual é a solução”, salvaguardando que os meios de emergência terão sempre de ter acesso. 

“A segurança não pode ser uma perceção, tem de ser uma realidade. Teremos de tomar as medidas certas para que haja segurança”, sublinhou. 

Já sobre eventuais alterações na diversão noturna de Albufeira, Rui Cristina frisou que “alguma coisa vai ter de mudar”. “Esta noite de Albufeira tem de fazer o seu caminho para uma requalificação de qualidade de destino turístico”, notou.

O autarca referiu ainda estar de “consciência tranquila”, justificando o facto de a Rua da Oura, assim como as adjacentes, “estarem devidamente sinalizadas, com sinalética vertical, com barreiras, com policiamento e aconteceu aquilo”. 

“Vamos ter de pensar mais além, não poderemos tomar estas medidas de um dia para o outro, tem de ser pensado, tem de ser avaliado e vamos tomar essa decisão”, disse.

De recordar que o Ministério Público (MP) decidiu instaurar um inquérito para “averiguação das circunstâncias” do atropelamento desta madrugada na zona de bares da Rua da Oura, e apurar eventuais responsabilidades.

O que aconteceu?

Um homem de 35 anos atropelou várias pessoas quando estas se encontravam na via pública, na zona da Oura, em Albufeira, local onde se concentram vários bares e que no período noturno está interditado à circulação automóvel.

O condutor foi detido pelos crimes de ofensa à integridade física qualificada, condução sob efeito de álcool e condução perigosa.

O atropelamento ocorreu cerca das 3h00, quando uma viatura que se encontrava estacionada iniciou marcha. O homem foi mandado parar por militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), mas desobedeceu e inverteu a marcha e continuou a circular.

Segundo a GNR, o homem voltou a ser mandado parar pelos militares, mas continuou a avançar na direção das pessoas, atropelando-as e continuando a marcha, o que levou os militares a disparar tiros para o ar com o objetivo de o tentar parar.

Depois, o carro embateu noutro veículo e o homem tentou fugir a pé, mas acabou por ser detido por militares do Grupo de Intervenção de Ordem Pública.

Do atropelamento resultaram 16 feridos, dois dos quais em estado grave que se encontram internados no Hospital de Portimão. 

De acordo com o Ministério da Administração Interna, entre os feridos estão jovens com idades compreendidas entre os 18 e 22 anos e dois militares da GNR.

Maioria dos feridos em atropelamento em Albufeira já teve alta

A maioria dos 12 feridos no atropelamento ocorrido hoje de madrugada na zona da Oura, em Albufeira, já teve alta, estando duas pessoas internadas no Hospital de Portimão, disse à Lusa fonte hospitalar.

Lusa | 17:04 – 25/08/2026

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