Como as memórias RAM já estão a tornar os automóveis mais caros

Como as memórias RAM já estão a tornar os automóveis mais caros

Com a crescente digitalização, os automóveis precisam de vários componentes informáticos, como as memórias RAM. E, por isso mesmo, o preço crescente destas pode também tornar os carros mais caros.

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28/07/2026
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Notícias ao Minuto

Por conta das memórias RAM, o preço dos carros e funcionalidades está já a ficar mais caro. Não estando ainda tão expostos como os fabricantes informáticos, os veículos modernos dependem cada vez mais destes e de outros componentes para suportarem as suas tecnologias digitais.

 

Acontece que as memórias DRAM e os chips estão a ficar consideravelmente mais caros, devido à procura crescente resultante das necessidades para suportar tecnologias de inteligência artificial cada vez mais difundidas.

Dados disponíveis no site da especialista BVM sugerem que, atualmente, os carros consomem largas dezenas de gigabytes de RAM: entre 4 e 16 GB para o infoentretenimento, de 8 a 32 GB para os sistemas avançados de assistência à condução e de segurança, para além de 16 a 64 GB alocados aos computadores centralizados. Já um relatório publicado pela Micron no início do ano estima que o carro médio com sistemas de assistência à condução de Nível 2 atual usa cerca de 16 gigabytes de DRAM, mas chegando ao Nível 4 os requisitos superam os 300 GB.

BYD aumentou preços, GM prevê automóveis mais caros

A BYD já teve de aumentar em 20 por cento os preços dos recursos de assistência à condução vendidos à parte dos automóveis, segundo a Nikkei Asia. De resto, o custo das memórias em carros fabricados na China já será o mais alto do mundo, sugerem dados da Huayuan Securities veiculados pelo Nikkei – mais do dobro face aos japoneses. E importa recordar que muitas marcas chinesas querem distinguir-se pelos recursos tecnológicos avançados.

Já nos Estados Unidos da América, a General Motors também sente os efeitos, esperando mesmo que os automóveis no país fiquem 0,3 por cento mais caros este ano. Na recente conferência de apresentação de resultados aos investidores, transcrita pelo Yahoo Finance, o diretor financeiro do construtor, Paul Jacobson, admitiu que os “custos mais altos das DRAM” tiveram um impacto negativo nos ganhos efetuados em diversas áreas, como os prejuízos mais baixos resultantes de automóveis elétricos.

O responsável espera que o aumento dos custos das memórias, em conjunto com a subida das matérias-primas e o encarecer de aspetos logísticos, resulte num “impacto negativo entre 1,5 mil milhões e 2 mil milhões de dólares” na totalidade deste ano. Não foram especificados os números sobre o peso específico das memórias DRAM – área na qual a GM tem uma colaboração com a Micron que permite “reforçar o acesso a tecnologias de memórias vitais”.

Os custos das memórias DRAM estão associados à escassez de oferta geral para tanta procura. E, por isso mesmo, os construtores estão também já a precaver-se para terem stock. Nesse sentido, ainda recentemente sete fabricantes nipónicas de componentes automóveis assinaram contratos de fornecimento no longo termo.

Segundo a Nikkei Asia, a inteligência artificial sozinha consumiu o uso de 32 por cento das DRAM em 2025, mas este número poderá subir vertiginosamente nos próximos anos. A indústria automóvel só usa cerca de dez por cento, refere a AlixPartners, mas um gestor de compras de um fabricante de peças japonês alertou que a produção das memórias “não está a atingir o setor automóvel”.

De volta à China, o presidente executivo do Grupo Seres, Zhang Xinghai, sublinhou que “o preço exorbitante das memórias é o maior desafio para os fabricantes automóveis”. Depois há o caso da Hyundai na Coreia do Sul, que tenta aproveitar a grande indústria de memórias e chips do país e lançou um apelo de cooperação de fabrico para o setor automóvel a mais de 20 empresas nacionais do setor.

A questão das memórias DRAM é mais um numa lista de vários desafios que os construtores automóveis enfrentam atualmente – até tendo em conta o forte ritmo de desenvolvimento tecnológico não só no setor, como no geral.

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Mais de dois milhões de carros podem ter uma falha de segurança passível de ser uma porta de entrada a ataques – que, no limite, podem como que tornar o automóvel num “zombie”, fora do controlo do condutor.

Notícias ao Minuto | 14:48 – 27/07/2026

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