As principais bolsas europeias abriram em baixa, atentas às dívidas soberanas, ao petróleo e à preocupação com os gastos de IA que provocaram fortes quedas nas bolsas dos EUA.
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23/10/2026
por
Lusa
As principais bolsas europeias abriram hoje em baixa, atentas às dívidas soberanas, ao petróleo e à preocupação com os gastos de IA que provocaram na véspera fortes quedas das empresas do setor nas bolsas dos EUA.
Às 09:15 em Lisboa, o EuroStoxx 600 baixava 0,34% para 635,60 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 0,33%, 0,81% e 0,54%, bem como as de Madrid e Milão, que baixavam 0,18% e 0,07%, respetivamente.
A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura, com o principal índice, o PSI, a subir 0,46% para 9.280,05 pontos.
O euro estava em baixa face ao dólar, abaixo de 1,12 dólares, e a desvalorizar-se 0,16% para 1,1198 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.
O The New York Times, que cita altos cargos norte-americanos e outras fontes, afirmou que os exércitos dos EUA e de Israel desenvolveram novos planos para voltar a atacar o Irão depois das eleições de meio de mandato nos EUA, que se realizam no próximo dia 03 de novembro.
Esta informação provocou uma subida do petróleo, com o preço do contrato genérico de barril de Brent, de referência na Europa, a avançar 0,81% para 114,09 dólares e do barril de West Texas Intermediate (WTI), de referência nos EUA, a disparar 1,01% para 100,47 dólares.
O preço do contrato ativo de gás natural no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, avançava 3,86% para 93,52 euros por megawatt-hora (MWh).
Além disto, a delicada situação económica em França levou hoje de novo o prémio de risco a superar 170 pontos base, um máximo desde 2011, depois de os juros terem ultrapassado sem dificuldade a barreira de 5%, subindo para máximos desde 2002 o custo de financiamento de França.
Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,311%, contra 3,332%, bem como os da dívida francesa, para 5,058%, contra 5,073% na véspera, um máximo desde julho de 2002.
O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para cerca de 174 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.
Já os juros dos Estados Unidos subiam para 4,969%, contra 4,955% na quinta-feira. Quanto aos metais preciosos, o ouro regista uma queda de 0,26%, com a onça a 4.014,22 dólares, enquanto a prata desce 1,27%, para 53,8796 dólares a onça.
Nos EUA, as dúvidas sobre a rentabilidade dos investimentos em Inteligência Artificial (IA) e a subida do petróleo levaram o tecnológico Nasdaq a cair 2,6%, com as ações da Meta a descer 6,98%, a AMD 8,1%, a Micron 6,26% e a Nvidia 4,4%.
Os futuros dos índices norte-americanos registam uma perda de 0,38% para o Dow Jones e uma subida de 0,10% para o tecnológico Nasdaq.
Na Ásia, o índice Kospi sul-coreano subiu 0,16%, enquanto o Nikkei de Tóquio baixou 0,22%, a bolsa de Xangai avança 0,76%, a de Shenzhen 3,03% e o Hang Seng de Hong Kong ganhava 0,98% pouco antes do final da sessão.
Na agenda do dia destacam-se a divulgação dos PMI da indústria transformadora e dos serviços de outubro na zona euro, França, Alemanha, Reino Unido e EUA, bem como da pesquisa das expectativas dos consumidores do BCE e da confiança do consumidor da Universidade de Michigan.
A bitcoin recuperava da queda sofrida na quinta-feira e estava a avançar 0,79% e a aproximar-se de 82.000 dólares.

