Caso de homem acusado de terrorismo na Marcha pela Vida vai a julgamento

Caso de homem acusado de terrorismo na Marcha pela Vida vai a julgamento

O homem acusado de terrorismo por atirar um “cocktail molotov” contra a Marcha Pela Vida vai para julgamento. A defesa afirma que não houve intenção de ferir ninguém. O MP acusa o arguido de 10 crimes de infrações terroristas e outros delitos.

© Shutterstock


16/10/2026
por

Lusa

O caso do homem acusado de terrorismo por ter atirado um ‘cocktail molotov’ contra a Marcha Pela Vida vai seguir diretamente para julgamento, garantiu hoje a defesa, insistindo que nunca houve intenção de ferir alguém.

 

“Não se vai requerer a abertura da instrução. Espera-se que o julgamento possa ser marcado com rapidez”, afirmou, em comunicado, o advogado Ricardo Sá Fernandes, acrescentando que a defesa espera “um julgamento justo, em que fique claro, sem margem para dúvidas, que nunca houve a intenção de ferir ou magoar alguém”.

O Ministério Público (MP) acusou um homem, de 39 anos, de 10 crimes de infrações terroristas, nove das quais na forma tentada, em concurso aparente com oito crimes de tentativa de homicídio, um de tentativa de incêndio e outro de detenção de arma proibida, anunciou hoje o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP).

Em causa está o arremesso pelo arguido, em 21 de março de 2026, de um ‘cocktail molotov’ contra os participantes da Marcha Pela Vida, uma manifestação contra o aborto, nas imediações da Assembleia da República, em Lisboa, sem causar feridos.

Segundo o DCIAP, o arguido “tem uma forte obsessão com a divisão de classes, adotando a retórica de inspiração marxista da exploração e traição da classe trabalhadora” e passou, “pelo menos entre 2021 e abril de 2026”, por “um processo de radicalização ideológica e operacional” que culminou no ataque aos manifestantes da Marcha Pela Vida, que enquadraria no “espectro político do que considerava ser a direita conservadora, o capitalismo, a extrema-direita ou o fascismo”.

A defesa contrapôs que o ativista “não acredita que a violência seja um meio para obter quaisquer resultados” e que existe prova no processo, incluindo imagens de videovigilância, de que o ‘cocktail molotov’ não foi atirado “intencionalmente […] contra quaisquer pessoas”.

O arguido foi detido em abril pela Polícia Judiciária (PJ) e encontra-se desde então a aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva.

MP acusa homem de terrorismo e tentativa de homicídio na Marcha pela Vida

O MP acusou o homem de 39 anos que atirou o cocktail molotov contra os manifestantes da Marcha pela Vida, em março, de oito crimes de terrorismo e oito tentativas de homicídio. Os procuradores pedem, inclusive, que o mesmo continue em prisão preventiva.

Natacha Nunes Costa | 12:18 – 16/10/2026

logo_nacloset_285_285_4k_webp2
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.