Jornalista agredida por colonos estava devidamente identificada

Jornalista agredida por colonos estava devidamente identificada

O jornal “Washington Post” condenou a agressão sofrida pela sua fotojornalista Heidi Levine por colonos israelitas na Cisjordânia, exigindo uma investigação e responsabilização. A jornalista, que estava claramente identificada como imprensa, foi agredida por pelo menos 50 homens mascarados.

© Nasser Ishtayeh/SOPA Images/LightRocket via Getty Images


16/10/2026
por

Lusa

O diário norte-americano ‘Washington Post’ repudiou as evasivas do Governo israelita perante a agressão sofrida hoje pela sua fotojornalista Heidi Levine às mãos de um grupo de colonos na Cisjordânia.

 

Depois de o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter lançado “sérias dúvidas” sobre o que descreveu como um “enfrentamento”, o editor-chefe do diário, Matt Murray, respondeu nas redes sociais que não existe qualquer tipo de ambiguidade quanto ao que aconteceu a Levine enquanto fazia a cobertura da colheita de azeitonas na localidade cisjordana de Abú Falá.

“Para ficar claro: alguns factos não estão em discussão nem são ambíguos. A nossa fotógrafa estava claramente identificada como imprensa”, afirmou Murray. “Foi claramente agredida. Estas não são declarações partidárias nem ridículas, mas indiscutíveis. Exigimos uma investigação exaustiva e que se prestem contas”, concluiu editor-chefe do diário.

Num vídeo difundido a partir do hospital, a jornalista denunciou uma agressão “brutal” por “pelo menos 50 homens mascarados”.

“Atacaram-me e atiraram-me ao chão. Felizmente, eu estava a usar o capacete, caso contrário, provavelmente nem estaria aqui, porque continuaram a espancar-me, cerca de 50 vezes, e passados uns dez minutos tentaram levantar-me, mas depois atiraram-me novamente ao chão e continuaram a espancar-me”, relatou.

A Associação da Imprensa Estrangeira disse que a jornalista “sofreu ferimentos moderados e foi tratada num hospital local por golpes e ferimentos, alguns penetrantes, por todo o corpo”, antes de acrescentar que “os colonos lhe roubaram o passaporte, o telefone, a carteira e o equipamento” durante os incidentes.

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Lusa | 20:57 – 16/10/2026

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