O Presidente libanês, Joseph Aoun, saudou a autorização de voos diretos entre os EUA e o Líbano, suspensos há 40 anos, após uma decisão de Donald Trump.
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10/10/2026
por
Lusa
EUA e Líbano
O Presidente libanês, Joseph Aoun, saudou hoje uma ordem de Donald Trump, que autoriza voos diretos entre os EUA e o Líbano, suspensos há 40 anos.
“É uma demonstração de confiança nas medidas adotadas pelo Estado libanês para garantir a segurança da aviação civil, proteger o tráfego aéreo de e para Beirute e reforçar a segurança dos voos que ligam o Líbano ao resto do mundo”, afirmou Aoun, num comunicado, citado pela EFE.
A decisão de Trump foi tomada em julho, durante uma reunião com Aoun na Casa Branca, na qual o Presidente norte-americano recordou que o chefe de Estado libanês “realizou um trabalho extraordinário na transformação do seu país”, tendo ordenado à sua Administração que autorizasse todas as companhias aéreas dos Estados Unidos a voar diretamente para o Líbano.
Trump assinou, em 30 de setembro, um memorando presidencial para concretizar o levantamento das restrições aos voos diretos com o Líbano e dar início aos procedimentos administrativos necessários à aplicação da decisão.
Aoun “agradeceu ao Presidente Trump a sua decisão e as medidas executivas que serão adotadas”, referiu o comunicado da presidência libanesa.
O chefe de Estado afirmou também que o Líbano “atribui a maior importância à segurança da aviação civil, à segurança do Aeroporto Internacional Rafik Hariri, em Beirute, e ao tráfego aéreo, e continua a adotar as medidas necessárias (…) para salvaguardar a segurança dos passageiros e reforçar a confiança no Líbano e nas suas instituições”.
Apesar de a ordem de Trump ter entrado em vigor em julho, a companhia aérea libanesa Middle East Airlines (MEA) e as autoridades da aviação civil do país esclareceram que os voos diretos propriamente ditos não serão retomados de imediato.
É necessário atualizar os acordos bilaterais de transporte aéreo, cumprir as normas internacionais de segurança e concluir as últimas auditorias operacionais, pelo que se estima que a retoma efetiva da ligação comercial demore vários meses.
A suspensão dos voos diretos entre os Estados Unidos e o país mediterrânico foi decidida pela primeira vez em 1985, na sequência do desvio do voo 847 da TWA (Trans World Airlines) por militantes libaneses ligados ao Hezbollah, movimento xiita libanês.

