Maria Eduarda morreu após salto sem corda (e há 3 detidos). Que se sabe?

Maria Eduarda morreu após salto sem corda (e há 3 detidos). Que se sabe?

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado depois de ter sido lançada de uma altura de 40 metros sem o equipamento de segurança necessário enquanto fazia “bungee jumping”, em Limeira, São Paulo. O que se sabe sobre a morte da jovem?

© Reprodução X


14/06/2026
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Notícias ao Minuto

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no sábado depois de ter sido lançada de uma altura de 40 metros sem o equipamento de segurança necessário enquanto fazia “bungee jumping”, em Limeira, no estado brasileiro de São Paulo. 

 

A queda foi filmada por testemunhas e o vídeo partilhado nas redes sociais. 

Até ao momento, sabe-se que três homens foram detidos pela Polícia Civil por serem suspeitos do crime de homicídio por negligência.

Afinal, o que se sabe sobre a morte da jovem?

A vítima mortal foi identificada como Maria Eduarda Rodrigues. Uma jovem de 21 anos formada em Educação Física e Gestão Desportiva.

Nas redes sociais, costumava partilhar vários registos da sua rotina, além de publicações relacionadas com atividades físicas, natureza e bem-estar. Horas antes da sua morte, recorde-se, partilhara informações sobre o salto que iria fazer. 

O momento da queda

No vídeo partilhado nas redes sociais, é possível ver a jovem a ser transportada por três funcionários até à beira da plataforma. Depois, Maria Eduarda é atirada para a frente. No entanto, a corda, que iria segurá-la, não estava presa. 

Quando a lançam, ouve-se: “A corda. Gente, a corda”.

Maria Eduarda caiu de uma altura de 40 metros, tendo tido morte imediata. Uma testemunha que estava no local contou ao site brasileiro g1 que os instrutores não fizeram a revisão de segurança.

Já a Polícia Civil adiantou que o equipamento grosso que deveria estar preso ao corpo da jovem para amparar a queda ficou enrolado no chão da estrutura onde era realizado o salto. 

Porque é que a corda não estava presa?

A Polícia Civil afirmou que houve uma falha grave de segurança, desde logo o facto de não ter sido feito a revisão de segurança antes de Maria Eduarda saltar. 

Ora, de acordo com o g1, os instrutores esqueceram-se de amarrar a corda que iria suster a jovem de 21 anos no ar, evitando que caísse.

As autoridades detiveram três instrutores que, quando questionados, não souberam explicar o motivo do erro. Por sua vez, a delegada responsável pelo caso referiu que os três homens se mostraram desnorteados durante o depoimento, tendo alegado não se recordarem de quem é que deveria ter colocado a corda ou porque é que a revisão de segurança não foi feita.

Segundo o g1, tinham sido anunciadas mais cinco datas para os próximos meses em diferentes locais do Brasil. Cada salta tinha um custo de 180 reais.

Quem são os detidos? De que estão acusados?

Os três detidos são os instrutores que se encontravam no local a realizar a atividade radical. Usavam camisolas com as marcas “Entre Cordas” e “Ih Voei” e, de acordo com as autoridades, tratam-se de nomes de grupos informais de praticantes, notando que não há empresas oficiais por trás desta atividade. 

Os homens, praticantes deste desporto radical, ter-se-ão conhecido há cerca de um ano e, desde então, começaram a promover eventos deste tipo em vários locais.

Os instrutores foram identificados como Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. Todos são suspeitos do crime de homicídio involuntário.

A polícia continua a investigação e irá ouvir testemunhas enquanto aguarda os laudos da perícia.

De notar que, inicialmente, foram detidas seis pessoas. 

O local do acidente

O acidente ocorreu na Ponte do Esqueleto, um local que é da responsabilidade do Governo Federal. 

Num comunicado, a Secretaria do Património da União (SPU) adiantou estar “à disposição das autoridades para colaborar nas investigações”. Por sua vez, o ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos explicou que a Ponte do Esqueleto faz parte do património imobiliário da extinta Rede Ferroviária Federal e que foi classificada como bem não operacional a cargo do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.

Posteriormente, a autarquia de Limeira informou que iria processar a SPU por omissão. O município alegou que já enviou ofícios aos órgãos federais a pedir medidas de segurança, manutenção e controlo de acesso à área, que apresenta riscos há vários anos.

Quem é a jovem que morreu em salto de “bungee jumping” sem corda?

Jovem de 21 anos morreu em São Paulo, no Brasil, após ser lançada de uma altura de 40 metros durante um salto de corda. Segundo a imprensa local, a vítima não estava ligada ao sistema de segurança. Seis pessoas foram detidas após o acidente.

 Notícias ao Minuto | 11:16 – 14/06/2026

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