Pentágono inclui mais 37 militares na lista de feridos na guerra com Irão

Pentágono inclui mais 37 militares na lista de feridos na guerra com Irão

O Pentágono incluiu adicionou 37 militares norte-americanos no balanço oficial das baixas da guerra com o Irão, elevando para 861 o número de militares feridos desde o início do conflito.

© Getty Images


26/09/2026
por

Lusa

Os novos registos, com base nos dados mais recentes divulgados pelo Departamento de Defesa, referem-se a 29 marinheiros da Marinha e oito fuzileiros, segundo os meios de comunicação social norte-americanos.

 

A inclusão foi feita de forma discreta na base de dados oficial de baixas militares norte-americanas, sem que o Pentágono tenha especificado quando ou em que circunstâncias ficaram feridos.

Os militares constam do sistema utilizado pelo Departamento de Defesa para registar as baixas americanas em conflitos e operações no estrangeiro.

Os novos casos aparecem sob a categoria geral de “Operações no estrangeiro”, em vez da denominação utilizada para as fases iniciais da guerra.

Segundo o Washington Post, mais de metade dos militares registados como feridos refere-se ao período posterior ao cessar-fogo de julho entre os Estados Unidos e o Irão, que acabou por ser posteriormente rompido.

Um oficial da Marinha citado pelo jornal informou que os 29 marinheiros recém-incluídos na lista já regressaram ao serviço.

O registo oficial aponta atualmente para 19 militares norte-americanos mortos, embora as autoridades citadas pelo The Washington Post tenham indicado que poderão existir entre quatro e cinco mortes adicionais que ainda não constam na base de dados pública.

A guerra no Irão teve início com ataques lançados em conjunto pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro.

Washington e Teerão acordaram em 17 de junho um memorando de entendimento, com mediação de países do Médio Oriente, que incluiu um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz ao tráfego marítimo e o levantamento do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irão.

No entanto, as partes voltaram aos respetivos bloqueios navais e não prosseguiram as negociações previstas no memorando para alcançarem um acordo de paz definitivo, cujo prazo de dois meses expirou.

A par do recomeço das hostilidades, os Estados Unidos anunciaram uma “guerra económica” que visa asfixiar o Irão, através de sanções a indivíduos e entidades que estabeleçam relações comerciais com a República Islâmica.

O Irão exige que os Estados Unidos voltem aos compromissos assumidos no memorando e tem reiterado que a ameaça militar no estreito de Ormuz só será levantada em troca do fim da guerra em todas as frentes e do fim do bloqueio norte-americano.

Depois do estrangulamento do estreito de Ormuz, os rebeldes Hutis do Iémen, aliados de Teerão, colocaram também sob ameaça a navegação comercial de navios sauditas no mar Vermelho.

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