Um mês depois de ter detido o homem de 36 anos, suspeito de um “roubo violento” a uma idosa de 96 anos acamada, em Matosinhos, a PSP partilhou agora ter conseguido recuperar algumas das joias. O suspeito tinha levado ouro e outros bens avaliados em cerca de 10 mil euros.
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08/08/2026
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Notícias ao Minuto
A Polícia de Segurança Pública (PSP) partilhou, este sábado, ter conseguido recuperar “um conjunto significativo das peças de joalharia”, cerca de um mês depois de ter detido o homem de 36 anos suspeito de roubar violentamente uma idosa de 96 anos acamada, em Matosinhos, no início de junho.
Em julho, o homem, que recorreu à violência durante o crime, foi apanhado e ficou em prisão preventiva. Tinha levado peças em ouro e outros bens avaliados em cerca de 10 mil euros.
“No âmbito das diligências de investigação foram apreendidos diversos artigos de joalharia, entre os quais um alfinete em ouro amarelo com pedra vermelha, dois anéis em ouro amarelo, duas alianças em ouro amarelo, um par de argolas em prata e um anel em prata”, refere o Comando Metropolitano da PSP do Porto em comunicado enviado às redações.
Segundo a PSP, “as peças apreendidas foram formalmente reconhecidas e identificadas pelo filho da lesada como pertencentes à sua mãe”.
“Atendendo à idade da vítima, atualmente com 96 anos, bem como à sua acentuada debilidade física e emocional, agravada na sequência do violento roubo de que foi vítima, a restituição dos bens será efetuada ao seu filho, enquanto familiar direto”, pode ler-se ainda na nota.
Recorde o caso
O crime remonta ao passado dia 19 de junho, quando um homem entrou “no interior da residência de uma mulher de 96 anos de idade, com mobilidade reduzida, mediante arrombamento”.
Já no interior, foi até ao quarto da vítima e, “recorrendo à força física, retirou-lhe diversas joias em ouro” que estava a usar, “bem como outros objetos de valor existentes na residência, provocando um prejuízo patrimonial estimado em cerca de 10.000 euros”. Também danificou o telemóvel da idosa, “impedindo-a de contactar familiares ou solicitar auxílio”, tendo ficado “completamente isolada e indefesa”.
O crime foi captado pelo sistema de videovigilância da habitação e nas imagens (que foram na altura partilhadas nas redes sociais, mas que o Notícias ao Minuto optou por não reproduzir), era possível ver a “violência empregue, a vulnerabilidade da vítima e a frieza demonstrada pelo autor durante a execução dos factos”, descrevia a PSP na altura.
O suspeito foi identificado no início de julho e detido. Estava “escondido numa residência situada no concelho de Gondomar, juntamente com a sua companheira e um terceiro indivíduo”, revelou a força de autoridade, acrescentando que já estava “referenciado em diversos processos de investigação relacionados com crimes contra o património, na Área Metropolitana do Porto”.
Ainda tentou, através da companheira – que foi constituída arguida – vender algumas das peças de ouro num estabelecimento de compra e venda de ouro. No entanto, o estabelecimento recusou, tornando-se “determinante para o desenvolvimento da investigação”.

