Carnes processadas, processados, alimentos ricos em açúcar e grãos refinados podem aumentar o risco de cancro colorretal quando consumidos em excesso, alertam especialistas. Conheça os quatro grupos alimentares que deve moderar para ajudar a proteger a saúde do intestino e reduzir o risco da doença.
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24/06/2026
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O consumo regular e em grandes quantidades de determinados alimentos está associado a um risco maior de cancro colorretal, conforme destaca um artigo do EatingWell. Especialistas destacaram quatro tipo de alimentos a se ter em conta.
1. Carnes processadas
Salsichas, enchidos, mortadela e bacon lideram a lista no que diz respeito a carnes processadas. Embora o peito de peru seja tecnicamente classificado como processado, o risco é menor.
Estudos sugerem que o consumo regular de carnes processadas e vermelhas podem aumentar o risco da doença. Especialistas acreditam que isto se deve a determinados conservantes e compostos, os quais podem danificar as células do trato digestivo.
O ideal será comer o mínimo possível, sendo que estes alimentos apenas deverão ser considerados para ocasiões especiais.
2. Alimentos ultraprocessados
Bolachas, refeições congeladas, cereais açucarados, salgados e fast food enquadram-se nesta categoria.
Contudo, a nutricionista Karen Collins revelou que nem todos os alimentos ultraprocessados representam o mesmo risco de doença. Ou seja, o melhor será sempre verificar a lista de ingredientes e o rótulo nutricional.
O seu objetivo deverá ser concentrar-se em alimentos com pouco açúcar, sal ou gordura adicionados.
3. Alimentos com muito açúcar
Doces, iogurtes de aroma, barras de cereais, molhos e condimentos podem ser prejudiciais para a saúde do cólon.
“Pesquisas não demonstram que o açúcar cause diretamente cancro do cólon, mas mostram que uma maior ingestão de açúcares adicionados, sobretudo os provenientes de bebidas como refrigerantes ou chás doces, está associado a um aumento moderado do risco de cancro colorretal”, notou a nutricionista Angie Boxberger.
“O açúcar adicionado pode enfraquecer a mucosa intestinal”, a qual funciona como uma “barreira protetora”. “Dietas ricas em açúcar adicionado podem tornar esta barreira um pouco ‘permeável’, o que permite que compostos inflamatórios do intestino entrem na corrente sanguínea”.
Para além disso, o açúcar pode também “desgastar a camada de muco que reveste o cólon”, que atua como uma barreira entre as bactérias intestinais e a parede intestinal. “Quando se torna mais fina, as bactérias podem aproximar-se demais, o que pode desencadear mais irritação e inflamação ao longo do tempo”, realça.
A nutricionista aconselha a que se verifique a origem dos açúcares adicionados, sobretudo em bebidas.
4. Grãos refinados
Pão branco e arroz, massa e cereais refinados não são alimentos perigosos por si mesmos, mas carecem de algo essencial: fibras.
Quando os grãos são refinados, a camada externa de farelo, que contém a maior parte das fibras, vitaminas, minerais e fitocompostos, é removida. As fibras não são apenas um auxílio digestivo, também são um dos fatores dietéticos de proteção mais consistentes contra o cancro colorretal.
Estas ajudam no trânsito intestinal, reduzindo o tempo de contacto de potenciais carcinógenos com a parede do cólon, para além de alimentar bactérias benéficas do intestino.
Trocar grãos refinados por grãos integrais é uma das mudanças alimentares mais recomendadas para a saúde do cólon.

