Ucrânia? Macron manifesta “horror” e anuncia novos mísseis “intercetores”

Ucrânia? Macron manifesta

O presidente francês manifestou hoje o seu “horror” e a sua “emoção”, após os últimos ataques russos que atingiram um centro comercial na Ucrânia, anunciando o envio de novos mísseis “intercetores” para defesa daquele país.

© Kenzo TRIBOUILLARD / POOL / AFP via Getty Images


22/08/2026
por

Lusa

“É essencial que todos os países que dispõem desses meios se juntem também a este esforço” de apoio, insistiu, na rede social X, Emmanuel Macron, que se reuniu hoje com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa altura em que a Ucrânia enfrenta uma escassez de mísseis intercetores face às salvas de mísseis balísticos e de cruzeiro russos disparados diariamente contra o país.

 

Na semana passada, Zelensky apelou aos norte-americanos para que lhe “vendessem 5% dos mísseis [intercetores] que têm em ‘stock'”.

“Se nos venderem 5%, vamos conseguir passar o inverno e salvar vidas”, acrescentou.

Na sexta-feira, pelo menos 16 pessoas morreram e mais de uma centena ficaram feridas durante ataques russos com drones que visaram, em plena luz do dia, um importante centro comercial em Kryvyï Rig, cidade natal do presidente Volodymyr Zelensky.

No sábado, as sirenes de alerta para ataques com mísseis balísticos russos voltaram a soar em plena luz do dia em Kiev.

Quatro anos e meio após o início da invasão russa da Ucrânia, os ataques de longo alcance multiplicam-se em ambos os lados da frente, visando um número crescente de instalações civis, como armazéns logísticos, e causando cada vez mais vítimas.

O exército ucraniano estimou que a Rússia tenha disparado, em julho, mais de 450 mísseis de diferentes tipos contra a Ucrânia, dos quais cerca de 200 mísseis balísticos.

Neste contexto, a coligação de voluntários pela Ucrânia, que reúne os países que apoiam Kiev, reunir-se-á na segunda-feira ao meio-dia e será copresidida por Emmanuel Macron, pelo chanceler alemão Friedrich Merz e, pela primeira vez, pelo novo primeiro-ministro britânico Andy Burnham.

Nesta ocasião, segundo um responsável europeu, cerca de dez participantes, incluindo o presidente do Conselho Europeu, António Costa, estarão em Kiev ao lado de Volodymyr Zelensky.

À margem da última reunião da coligação de voluntários, realizada no passado dia 13 de julho em Paris, nove países europeus, incluindo a França, comprometeram-se a formar uma aliança “puramente defensiva” para desenvolver “capacidades antibalísticas”, no âmbito do projeto Freya.

Esta iniciativa, liderada pela empresa ucraniana Fire Point, pretende ser uma alternativa menos dispendiosa ao sistema norte-americano Patriot ou ao míssil franco-italiano Aster.

Emmanuel Macron tinha também indicado que Kiev iria dotar-se, para reforçar a sua defesa aérea, de “uma primeira série de baterias SAMP/T de nova geração”, de conceção franco-italiana.

O Presidente francês disse ainda que França deverá ainda fornecer radares e produzir sob licença na Ucrânia bombas AASM, mísseis antiaéreos Aster 30 e mísseis de cruzeiro Scalp.

“Quanto mais difícil é situação, mais brutais e bárbaros são os ataques”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou-se convencido de que o aumento dos ataques ucranianos contra o seu país se deve ao desespero do Governo de Kiev e de Volodymyr Zelenski face à situação na frente de batalha.

Lusa | 14:29 – 22/08/2026

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