Uma adolescente de 17 anos foi detida pela polícia da Ucrânia por suspeita de ter envenenado soldados ucranianos a mando da Rússia, provocando a morte a dois militares.
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23/10/2026
por
Lusa
Uma adolescente de 17 anos foi hoje detida pela polícia da Ucrânia por suspeita de ter envenenado soldados ucranianos a mando da Rússia, provocando a morte a dois militares.
Segundo os investigadores, a jovem enviava pelo correio substâncias estupefacientes contendo doses letais de metadona para soldados com quem mantinha contacto através das redes sociais, seguindo instruções do FSB, o serviço de informações russo.
“Seguindo as orientações de um supervisor russo, ela embalava as substâncias e enviava-as pelo correio, fornecendo informações falsas sobre o remetente”, informou a Polícia Nacional da Ucrânia.
O comunicado policial acrescentou que pelo serviço prestado foi prometido à jovem o equivalente a cerca de 100 euros.
Os militares alvo da ação eram incentivados a consumir as substâncias frente a uma câmara.
Segundo a polícia, dois soldados morreram na região de Zhytomyr, a oeste de Kiev, tendo as autoridades evitado a morte de outros quatro militares.
Detida na mesma região, a jovem pode enfrentar uma pena de 15 anos de prisão por cumplicidade em homicídio premeditado cometido por um grupo organizado, além de tráfico de substâncias ilícitas.
“Não aceitem medicamentos ou outras substâncias, nem alimentos ou bebidas de origem duvidosa, de pessoas que não conhecem”, alertou a polícia.
Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, as autoridades ucranianas abriram milhares de inquéritos por colaboração com a Rússia e anunciam, com frequência, a detenção de indivíduos suspeitos de trabalhar ao serviço de Moscovo.
Em 2023, as autoridades de Kiev acusaram a Rússia de ter envenenado a mulher de Kyrylo Budanov, então chefe dos serviços de informações militares da Ucrânia e, hoje, conselheiro da Presidência.

