O analista timorense Mariano Ferreira afirmou hoje que Timor-Leste ainda não está a aproveitar as oportunidades económicas da adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) porque precisa de tempo para desenvolver a economia nacional.
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25/10/2026
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Lusa
O analista timorense Mariano Ferreira afirmou hoje que Timor-Leste ainda não está a aproveitar as oportunidades económicas da adesão à Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) porque precisa de tempo para desenvolver a economia nacional.
“Timor-Leste ainda não conseguiu aproveitar as oportunidades oferecidas pela pertença à ASEAN e precisa de mais tempo para desenvolver a economia nacional”, disse o analista, quando questionado pela Lusa sobre o primeiro ano de adesão do país à organização do sudeste asiático.
O país aderiu à ASEAN, organização para a cooperação económica, política, social e cultural entre os países do sudeste asiático, em 26 de outubro de 2025, 14 anos após ter apresentado o pedido de admissão.
Para o analista, da associação La’o Hamutuk, no último ano, no âmbito da ASEAN, não houve qualquer investimento relevante, apesar de as autoridades terem organizado “vários fóruns económicos, convidado numerosas personalidades e gasto quantias consideráveis de dinheiro”.
Com previsões de crescimento do Produto Interno Bruto superior a 4% nos próximos anos, segundo o Governo e algumas organizações financeiras internacionais, a economia timorense continua, contudo, dependente do petróleo e do investimento público.
O setor privado é reduzido e o investimento tem pouca expressão, há demasiada burocracia, falta de mão-de-obra qualificada e de infraestruturas, disse.
O analista apontou também a legislação nacional para o investimento estrangeiro como uma preocupação.
“A legislação nem sempre oferece proteção ou garantias suficientes aos investidores que pretendam aplicar capital em Timor-Leste para realizar investimentos ou contribuir para o desenvolvimento da nossa economia”, disse.
Para Mariano Ferreira, aquela situação contribui para a falta de confiança dos investidores no país, à qual acresce a falta de mão-de-obra qualificada.
O Governo, considerou, devia reforçar a capacitação e a formação profissional e preparar os jovens para o mercado de trabalho para conseguirem competir com os restantes cidadãos do espaço da ASEAN.
O executivo aprovou esta semana um Roteiro Nacional para a Implementação dos Compromissos Económicos da ASEAN para o período entre 2026-2030.
A ASEAN foi fundada em 1967 pela Indonésia, Singapura, Tailândia, Malásia e Filipinas. Posteriormente, juntaram-se outros países como Brunei Darussalam, Camboja, Laos, Mianmar (antiga Birmânia), Vietname e, desde o ano passado, Timor-Leste.
Com uma população combinada de 676,6 milhões de habitantes, a ASEAN constitui a terceira região mais populosa do mundo, depois da Índia e da China.

