Mais de 30 anos depois, o Toyota Celica vai regressar ao Mundial de Ralis (WRC). O construtor japonês anunciou os seus planos para a próxima época, na qual também vai manter o Yaris e assegurou os regressos dos campeões Kalle Rovanperä e Ott Tänak.
© Federico Manoni/NurPhoto via Getty Images
03/11/2026
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Os esforços da Toyota no Mundial de Ralis (WRC) do próximo ano dividem-se em dois, com o regresso do Celica a ser uma das grandes novidades. Elfyn Evans vai defender o título e continua no fabricante nipónico, que volta a acolher os campeões mundiais Kalle Rovanperä e Ott Tänak.
Serão duas equipas: a Toyota Racing vai competir com o novo GR Celica Rally1 que se estreia 32 anos depois do último Celica (o Turbo ST205) ter participado no WRC. Já a Gazoo Racing Toyota irá alinhar com o renovado GR Yaris Rally1, tendo em conta os novos regulamentos.
Outra grande novidade são os regressos de Kalle Rovanperä e de Ott Tänak, que se juntam ao campeão de 2026, Elfyn Evans. Igualmente em ação vão estar Oliver Solberg, Sami Pajari e Takamoto Katsuta.
Com o GR Celica Rally1 estarão Evans, Solberg e Pajari – o top três do campeonato deste ano. Já o GR Yaris Rally1 estará entregue a Tänak, Katsuta e, a tempo parcial, a Rovanperä.
Por outro lado, a Toyota admite “participações esporádicas de pilotos experientes, como o nove vezes campeão mundial Sébastien Ogier”, para além de “continuar a explorar oportunidades para jovens pilotos”.
WRC renovado em 2027
Na próxima época, há uma mudança significativa no Mundial de Ralis (WRC), que tem novos regulamentos técnicos para a categoria de topo. Os Rally1 terão motores, suspensão, travões e outros equipamentos dos Rally2. Já os atuais Rally2 podem ser homologados com um pacote aerodinâmico (WRC Kit) de forma a ficarem aptos para a principal classe.
Os fabricantes terão mais liberdade para desenharem a carroçaria (qe não pode exceder os 4,1 metros de comprimento) em torno de uma célula de segurança tubular, sendo que a especificação de um carro para asfalto não deve custar mais do que 345 mil euros. Também há novidades no motor, que deixa de ser híbrido para passar a ser um turbocomprimido 1,6 litros.
Para além da Toyota, estão confirmadas as presenças da M-Sport Ford e dos projetos não ligados a fabricantes automóveis Project Rally One e RMC Motorsport.
Do ponto de vista desportivo, haverá um novo Campeonato de Construtores para os fabricantes automóveis tradicionais e preparadores independentes – com a condição de participar na temporada completa de forma a poder reclamar o título. Irá ser também criado o Campeonato de Equipas, no qual as formações vão eleger sete ralis pontuáveis – o último da época e um fora da Europa são obrigatórios.
Calendário sem Portugal
No próximo ano, os espectadores portugueses não poderão assistir ao WRC em solo nacional. Sem que nada o fizesse esperar, o Rali de Portugal saiu do calendário, no qual entraram o Rali dos Estados Unidos da América e o Rali da Escócia.
Serão disputadas 15 rondas, entre as quais também se encontra o Rali de Itália – em Roma, deixando assim de lado o palco da Sardenha que há vários anos acolhia o campeonato. O arranque está previsto para 21 a 24 de janeiro com o Rali de Monte Carlo.
Toyota Celica de volta?
Durante mais de três décadas, o Toyota Celica tornou-se num ícone. Foi produzido entre 1970 e 2006, num total de sete gerações. Destacou-se pela sua personalidade desportiva, assumindo a forma de coupé ou de descapotável.
Em 2024, citado pela BestCar, o vice-presidente da Toyota, Yuki Nakajima, revelou: “Há muitas pessoas dentro da empresa que esperam ansiosamente pelo Celica. Questiono-me se podemos dizer isto publicamente, mas vamos fazer o Celica!“.
Desde então, não existiu nenhum anúncio público sobre o regresso do popular modelo, mas há cerca de dois meses a publicação britânica Autocar noticiou que o Celica deverá mesmo voltar – até porque é um dos três modelos que o presidente Akio Toyoda almeja conseguir recolocar no mercado.
E colocar um Celica no Mundial de Ralis pode ser um grande indicador de que o coupé pode mesmo voltar – embora os fabricantes não sejam obrigados a seguir uma carroçaria de produção em série, não nos parece haver muita lógica promover um modelo que não esteja na gama.

