Uma dentista alerta para sinais na boca que muitas pessoas confundem com aftas, mas que podem indicar cancro oral. A especialista revela os sintomas que não devem ser ignorados. Conheça-os.
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03/11/2026
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Pode parecer uma simples afta, mas a verdade é que pode ser algo mais grave. Uma dentista deixa um aviso sério sobre sinais na boca que podem estar relacionados com cancro oral.
Ao Daily Mail, a dentista Catherine Brady alertou para alguns sintomas que são fáceis de desvalorizar e que precisam de alguma atenção extra. “É fácil de ignorar uma úlcera, mancha ou caroço, especialmente se não dói”, começou por dizer.
Afta? Pode ser mais grave
“A maioria das alterações não será cancro, mas precisa de um diagnóstico profissional para ter certeza. Se algo parecer incomum para si, entre em contato com um dentista ou médico. Não está a desperdiçar o tempo de ninguém”, continua a especialista.
Avisa que é preciso conhecer os sinais de cancro oral que pode afetar tanto as gengivas, a língua, a parte interna das bochechas e até os lábios.
“Úlceras que não desaparecem, sejam na gengiva ou na língua, em três semanas podem ser um dos sinais mais fáceis de identificar. Se a língua apresentar algum tipo de úlcera indolor que não desaparece em algumas semanas, isso é um dos maiores sinais de alerta de um cancro oral”, diz Catherine Brady.
Se algum tipo de úlcera ou afta não ficar sarada em três semanas, o melhor é mesmo marcar uma consulta de urgência. Se não conseguir com o seu dentista, a especialista revela que deve procurar o seu médico.
“Outros sintomas comuns incluem uma mancha vermelha ou branca dentro da boca, um caroço ou inchaço incomum na boca, lábio ou pescoço, dificuldade para engolir e voz rouca. Fumar, consumir álcool e o papilomavírus humano (HPV) podem causar infeções e podem ser outras das principais causas.”
Entre outros dos fatores de risco aponta o uso de cigarros eletrónicos, má alimentação e o excesso de álcool.
Risco de cancro oral é superior para pessoas com estes quatro hábitos
O cancro oral é uma doença silenciosa e frequentemente diagnosticada em estado avançado. Embora muitos associem o seu desenvolvimento ocorrência a fatores como a genética, a verdade é que muitos casos estão diretamente relacionados com hábitos do dia a dia.
“Os casos de tumores na boca estão a aumentar globalmente. O tabagismo e o consumo excessivo de álcool continuam a ser os fatores de risco mais significativos, mas estamos a observar um número crescente de casos associados ao HPV [vírus do papiloma humano]”, alerta o médico Nigel Carter, diretor da Oral Health Foundation, uma instituição do Reino Unido, citado pelo jornal Metrópoles. Como explica Carter, muitos casos estão associados a sexo desprotegido e infeções sexualmente transmissíveis.
O risco de cancro oral é igualmente superior em pessoas que fumam. “Quem fuma ou já fumou durante muitos anos deve visitar o dentista para que sejam realizadas avaliações mais minuciosas”, sugere.
A ingestão de álcool é igualmente de evitar. “A maioria das pessoas não associa o risco de altas ingestões de álcool à probabilidade de desenvolver neoplasias e isso é preocupante, já que a bebida é tão perigosa para o organismo como um cigarro”, esclarece.
O médico refere ainda que a alimentação pode ter um papel determinante. Um estudo da Oral Health Foundation concluiu que evitar o consumo de fruta pode aumentar em até 48% o risco de cancro oral. O perigo é também elevado para quem não atinge as quantidades necessárias diárias de cálcio e de vitamina C.

