Um juiz do Paraguai ordenou prisão preventiva para o ex-presidente Santiago Pena, formalmente acusado de quebra de confiança e administração em proveito próprio no caso da falência do Ueno Bank.
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07/11/2026
por
Lusa
Um juíz do Paraguai ordenou hoje prisão preventiva para o ex-Presidente Santiago Pena, que foi formalmente acusado pelo ministério público paraguaio de quebra de confiança e administração em proveito próprio, no quadro da investigação da falência do Ueno Bank.
“O cidadão [Santiago Pena] fica sujeito à figura da prisão preventiva”, disse a jornalistas o juiz do tribunal de crimes económicos Humberto Otazú, adiantando que Pena “absteve-se de fazer declarações” durante a audição judicial.
O juiz ordenou que o ex-Presidente, de 47 anos, permaneça detido nas instalações do Regimento de Escolta Presidencial, para foi levado na sexta-feira ao ser executado um mandado de detenção depois de Santiago Pena ser destituído de funções pelo Senado do Paraguai por “mau desempenho de funções”.
Segundo a acusação do ministério público, Pena “interveio na colocação, e permanência de importantes somas de dinheiro proveniente de entidades públicas” no Ueno Bank.
O Paraguai entrou em crise depois de o Banco Central (BCP) ter ordenado a resolução do Ueno Bank, uma instituição com 2,94 milhões de clientes num país de 6,1 milhões de habitantes, que recebeu durante o mandato do agora ex-Presidente do Paraguai milhões dos cofres públicos.
A isto somou-se a preocupação de milhares de aforradores que denunciaram não ter acesso aos seus recursos, entre eles 32.000 reformados do Instituto de Previdência Segurança Social (IPS), uma das principais caixas de pensões do país.
Na investigação sobre o Ueno Bank, o ministério público acusou outras 27 pessoas, incluindo Miguel Vasquez, um dos fundadores do banco.

