Três pessoas foram encontradas mortas na casa do suspeito do tiroteio que provocou seis mortos e dezenas de feridos, este sábado, no centro de Cracóvia, no sul da Polónia. O primeiro-ministro, Donald Tusk, apontou que serão familiares próximos do autor do ataque.
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07/11/2026
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Notícias ao Minuto, Lusa
Foram encontradas três pessoas mortas na casa do suspeito de ter levado a cabo um tiroteio que provocou seis vítimas mortais e pelo menos 15 feridos, este sábado, no centro de Cracóvia, no sul da Polónia. De acordo com o primeiro-ministro, Donald Tusk, serão familiares próximos do autor do ataque.
O chefe do Governo deu conta de que as autoridades encontraram os corpos de duas mulheres e um homem no interior da casa do suspeito de 25 anos, em Ostrowiec Świętokrzyski, uma cidade situada a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Cracóvia, de acordo com a Associated Press.
Na sequência do ataque, Donald Tusk anunciou dois dias de luto nacional, domingo e segunda-feira, apelando à união do país perante o que classificou como momentos difíceis.
“Domingo e segunda-feira serão dias de luto nacional na Polónia. (…) Vamos certamente atravessar todos juntos estes momentos difíceis durante estes dois dias”, afirmou o primeiro-ministro aos jornalistas.
Tusk classificou como ato de “terrorismo” o massacre perpetrado por um homem “fascinado pelas ideologias de extrema-direita”.
“Na Polónia, nunca tivemos casos de terrorismo tão radicais, porque é precisamente assim que devemos chamar a este ataque atroz contra a vida das pessoas aqui, em Cracóvia”, declarou o primeiro-ministro durante uma conferência de imprensa.
Por sua vez, a porta-voz da polícia regional, Katarzyna Cisło, indicou que o suspeito vestia roupa de estilo militar e um colete à prova de bala, tendo feito uso de uma espingarda de tipo militar.
As autoridades, que ainda não revelaram publicamente as motivações do ataque, encontraram no automóvel do suspeito, que foi ferido a tiro pela polícia e transportado para o hospital, várias armas e uma grande quantidade de munições.
Entre os feridos no ataque está uma cidadã portuguesa de 74 anos, que se encontrava na cidade a visitar uma neta que está a estudar ao abrigo do programa Erasmus, segundo avançou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, em declarações à SIC Notícias.
A mulher foi atingida por um disparo, foi submetida a uma cirurgia e esteve internada nos cuidados intensivos, mas já se encontra fora de perigo.
As autoridades referem que o suspeito agiu sozinho e asseguram que não existe, para já, qualquer ameaça para a segurança pública.
Cracóvia, a segunda maior cidade da Polónia, é um dos principais destinos turísticos do país, recebendo cerca de 15 milhões de visitantes por ano.

