“99% dos benfiquistas não conhecem o Lech Poznan. Que fiquem a conhecer”

“Claro que o favoritismo está do lado do Benfica”, assume Joel Pereira, que avisa, no entanto, que o Lech Poznan tem “armas para causar uma surpresa”, no Estádio da Luz, no jogo da quarta jornada da fase de liga da Liga Europa.

© Getty Images


04/11/2026
por

Carlos Pereira Fernandes

Joel Pereira

Com três vitórias ao cabo de tantas jornadas (sobre AC Milan, por 0-2, Celtic, por 4-1, e Omonia, por 1-4) e a respetiva liderança da fase de liga da Liga Europa (com os mesmos nove pontos de Bayer Leverkusen, Bournemouth, Ferencváros e Olympiacos), o Benfica vai, agora, em busca de mais, perante o Lech Poznan.

 

No entanto, a formação polaca promete vender cara a derrota, no encontro que está agendado para as 20h00 (hora de Portugal Continental) de quinta-feira, no Estádio da Luz. A garantia é dada, esta quarta-feira, ao jornal O Jogo, por Joel Pereira, jogador formado no FC Porto que faz parte do plantel já desde 2021.

“Ainda vimos apenas alguns detalhes. Até quinta-feira, teremos de saber o plano direitinho. Claro que temos de adaptar-nos ao Benfica, o ambiente e a qualidade são diferentes, mas, se mudarmos, vai correr mal. Somos uma equipa ofensiva, que gosta de ter bola e de atacar, mas com as devidas distâncias da Liga polaca e para o Benfica”, afirmou.

“Temos armas para causar uma surpresa, 99% dos benfiquistas não conhecem a realidade polaca e os jogadores que temos. Espero que fiquem a conhecer alguns”, acrescentou, antes de dizer não ter dúvidas de que o próprio treinador adversário, Marco Silva, está ciente de que tudo pote acontecer.

“Acredito também que o Benfica vai fazer alterações, se teve coragem para fazer com o AC Milan, em Itália, também terá essa coragem contra nós. Disse ao nosso treinador que vão mudar 50% dos jogadores, e não é por mudarem que vão ficar mais fracos, pelo contrário. Pode ser mau para nós, porque os que entram querem mostrar serviço”, refletiu.

“Claro que ganhar ao Benfica, e na Luz, no momento em que estão, não é para qualquer equipa, em Portugal e na Europa. Sabemos que as probabilidades são pequenas, mas o futebol é bonito por causa disso, pelas surpresas que, por vezes, acontecem”, completou.

“Claro que o favoritismo está do lado do Benfica”

Apesar do discurso ambicioso, o lateral-direito de 30 anos de idade disse ter os pés bem assentes na terra: “Claro que o favoritismo está do lado do Benfica, é uma equipa melhor e joga em casa. Se fosse na nossa casa, diria que era mais equilibrado. Vamos para ganhar, é óbvio, porque precisamos dos pontos”.

“Estão num nível mais alto do que o nosso, sobretudo, este ano. Nota-se que é uma equipa com mais confiança, bem trabalhada pelo Marco Silva, com jogadores individualmente a destacarem-se, o [Gianluca] Prestianni está a rebentar em qualquer posição em que jogue, o [Fredrik] Aursnes é o cérebro, o [João] Palhinha a equilibrar, o [Vangelis] Pavlidis é um avançado fantástico…”, enumerou.

“A confiança é diferente dos últimos anos, e claro que as vitórias ajudam (…). Ofensivamente, são de alto nível. Mas o objetivo é encontrar as fragilidades que têm, como todas as equipas. Atacando com tantos jogadores, vão ter de deixar espaço em algum lado, e é isso que vamos ter de saber aproveitar, nos momentos certos”, concluiu.

 

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