Estreou esta semana nas salas de cinema portuguesas a mais recente adaptação de “Street Fighter”, uma das mais icónicas sagas de jogos de luta que volta a apresentar uma proposta divertida que vai agradar aos fãs.
© Paramount Pictures
16/10/2026
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Ainda que inicialmente tenham causado dúvidas, a escolha de personalidades públicas conhecidas para interpretarem algumas personagens – como o rapper 50 Cent enquanto Balrog ou o wrestler Cody Rhodes como Guile – mostraram-se acertadas. No entanto, o mesmo não acontece com o wrestler Roman Reigns enquanto Akuma.
Ainda que só apareça no final do filme, o vilão Akuma tem uma presença constante ao longo do filme e é um motivo de conflito interno em Ryu. Infelizmente, a caraterização – que podia ter sido feita por algum “cosplayer” – não faz justiça à imponência e impacto que o vilão devia ter no filme e a sequência final torna-se anticlimática, parecendo até ter sido feita apressadamente. Este não seria um problema tão grande se Akuma fosse uma mera personagem secundária, mas o filme faz questão de elevar a importância do vilão e, desta forma, a sua entrada em cena deixa a desejar.
Em jeito de conclusão, esta nova adaptação de “Street Fighter” é uma proposta que os apreciadores do filme (clássico) de 1994 vão certamente gostar de ir ver ao cinema e que é diversão garantida. Enquanto fã de “Street Fighter”, foi bom reparar em todas as referências e ver atores que claramente se divertiram a fazer um filme que, tudo somado, acaba por conseguir exatamente ao que se propôs – mesmo que não seja bem-sucedido com todos os elementos.

