As primeiras tendas começaram a ser montadas pelas 21h20 de hoje na Praça D. João I, no Porto, uma hora após a assembleia popular do movimento pela habitação ter votado voltar a acampar.
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31/10/2026
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Lusa
As primeiras tendas começaram a ser montadas pelas 21h20 de hoje na Praça D. João I, no Porto, uma hora após a assembleia popular do movimento pela habitação ter votado voltar a acampar.
Os manifestantes começaram hoje a montar o acampamento no local onde desde 10 de outubro têm protestado pelo direito à habitação.
A Lusa constatou no local que estavam já montadas mais de duas dezenas de tendas no fundo da praça, enquanto decorria a fase de microfone aberto da assembleia popular.
Na zona superior da praça é também visível presença policial e uma carrinha no cruzamento com a rua Sá da Bandeira.
A assembleia popular, que juntou cerca 1.000 pessoas e teve início pelas 19:40, num voto efetuado pelas 20:20, decidiu montar tendas na praça onde o movimento se tem manifestado desde 10 de outubro.
Após esta votação, voltaram a ser discutidas as várias sugestões de resposta ao convite do presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, e a mais votada voltou a ser a de sugerir uma reunião presencial com o autarca no Teatro Municipal Rivoli.
De braço no ar, os participantes decidiram sugerir o Rivoli olhando para o espaço “como uma extensão da praça”.
A já habitual assembleia popular que decorre no Porto pela 21.ª noite teve início cerca das 19:40, após um período musical e da marcha que partiu da Praça da Batalha que juntou milhares de pessoas.
Nas informações que anteciparam a votação das propostas, representantes da Acampada do Porto informaram que foi criado um ‘site’ dedicado a este movimento, o https://acampadaporto.eu/, onde a intenção é disponibilizar as ordens de trabalho, atas, o jornal da Acampada, envio de propostas bem como uma área com o nome “Junta-te a nós”.
Os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

