Acampada tenciona acordar no Rossio e admite resistir a ordens da PSP

Acampada tenciona acordar no Rossio e admite resistir a ordens da PSP

Porta-vozes da Acampada de Lisboa pelo direito à habitação disseram hoje que os participantes tencionam acordar no Rossio no domingo de manhã e estão disponíveis para resistir a ordens em contrário das autoridades.

© Luis Boza/NurPhoto via Getty Images


31/10/2026
por

Lusa

Acampada Lisboa

Porta-vozes da Acampada de Lisboa pelo direito à habitação disseram hoje que os participantes tencionam acordar no Rossio no domingo de manhã e estão disponíveis para resistir a ordens em contrário das autoridades.

 

“O objetivo é amanhã [domingo] acordarmos aqui”, disse um dos representantes do movimento à agência Lusa.

A Acampada de Lisboa pelo direito à habitação voltou hoje a montar tendas na Praça Dom Pedro IV, onde centenas de pessoas planeiam pernoitar, uma semana após o protesto no mesmo local que terminou com uma carga policial sobre os manifestantes.

Há uma semana, depois de vários avisos para que retirassem as tendas que tinham montado no Rossio, a polícia interveio e avançou sobre a multidão concentrada naquela praça.

Questionados sobre a possibilidade de um cenário idêntico na madrugada de hoje, outro dos porta-vozes adiantou que os manifestantes estão disponíveis para resistir às forças de segurança.

A estratégia será definida ao longo da noite, até cerca das 00:00, entre os promotores da ‘acampada’ e os participantes, que deverão voltar a reunir-se em plenário de delegados, fechado à comunicação social.

Durante a tarde de hoje, milhares de pessoas manifestaram-se em Lisboa, numa marcha entre o Largo Camões e o Rossio para reivindicar o direito à habitação.

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, motivando também concentrações noutras cidades.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

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