Bryan Kohberger e o novo advogado de defesa consideraram que o juiz Steven Hipler não deveria ter autorização para julgar o caso de revisão da sua condenação, tendo por isso apresentado uma moção para a afastamento do juiz.
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20/10/2026
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Notícias ao Minuto
Bryan Kohberger, assim como o advogado de defesa, considerou que o juiz Steven Hipler não deveria ter autorização para julgar o caso de revisão da sua condenação.
Kaylee Goncalves e Madison Mogen, de 21 anos, e Xana Kernodle e Ethan Chapin, de 20 anos, foram assassinados na madrugada do dia 13 de novembro de 2022, na casa onde as três jovens viviam, perto do campus da Universidade de Idaho.
Já em agosto deste ano, Kohberger disse querer anular a confissão de culpa, tendo alegado ter recebido assistência jurídica “ineficaz” e que está inocente.
No entanto, na semana passada, Bryan Kohberger e a equipa de defesa apresentaram uma moção para o afastamento de Steven Hipler. Gregory Rauch, advogado do condenado, afirmou que certos comentários feitos pelo juiz, assim como as ações tidas no dia em que foi lida a sentença deveriam desqualificá-lo do caso.
A revista People, que teve acesso à moção, refere que Gregory Raunch destacou algumas das observações feitas na sentença, como por exemplo, quando Hipler disse que “mesmo que eu pudesse obrigá-lo a falar, o que legalmente não posso, como é que alguém pode ter a certeza de que ele diz a verdade?”.
Para o advogado, o comentário “questionou toda a capacidade de Kohberger de ser sincero”. Salientou ainda a “desconfiança declarado” do juiz tornaria difícil saber se ele considerou “um determinado depoimento falso” ou se “fez um julgamento prévio sobre a capacidade de Kohberger dizer a verdade”.
Rauch destacou ainda uma reportagem feita pela People onde o juiz surgia a chorar no dia em que foi lida a sentença de Bryan Kohberger e sublinhou que o juiz recusou o pedido da defesa para ter mais tempo para se preparar para o julgamento.
Cerca de seis dias depois, note-se, Kohberger acabou por se declarar culpado dos assassinatos de Kaylee Goncalves e Madison Mogen, de 21 anos, e Xana Kernodle e Ethan Chapin, de 20 anos.
Agora, na moção apresentada, o advogado indicou que esses seis dias serão o foco principal do processo de revisão da condenação, uma vez que procura determinar “se o [anterior] advogado de defesa teve tempo e assistência suficientes para garantir que Kohberger compreendia racionalmente as circunstâncias”.
Porque é que Kohberger quer anular confissão?
No pedido de revisão criminal, o homicida escreveu que acreditava que a confissão de culpa não era um fator importante na consideração da aceitação do acordo de confissão. Disse ainda ter sido “aconselhado a mentir” e que obteria uma “vitória legal” ao apresentar uma “declaração falsa”.
Os documentos vão de encontro à entrevista dada pelo próprio ao New York Times (NYT), onde afirmou estar inocente e que foi convencido a confessar os assassinatos.
“A minha inocência é a minha verdade e o pedido de confissão baseado em falsas promessas e desinformação flagrante deve ser retirado”, referiu num comunicado enviado ao NYT no domingo passado.
“Os Assassinatos de Idaho: Pesadelo Universitário”
No dia 29 de março, estreou uma série documental sobre o crime brutal que abalou Idaho, em 2022.
Composta por três episódios, “Os Assassinatos de Idaho: Pesadelo Universitário” mostra imagens inéditas das investigações, registos policiais, materiais arquivados e depoimentos de familiares e amigos das vítimas.

