O aeroporto internacional de Riade permaneceu encerrado hoje, após repetidos ataques mortíferos, segundo fontes do setor aéreo. O ataque de sábado causou 12 mortos e mais de 300 feridos, e as operações estão suspensas até nova ordem.
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11/10/2026
por
Lusa
As operações do aeroporto internacional de Riade permaneciam suspensas hoje, na sequência de repetidos ataques mortíferos, disse uma fonte do setor aéreo na capital saudita, após o anúncio no sábado à noite do encerramento temporário.
“O aeroporto de Riade suspendeu novamente as atividades hoje. Informaram-nos ao romper do dia”, afirmou a fonte à agência francesa AFP.
O aeroporto internacional Rei Khalid, situado a cerca de 35 quilómetros a norte de Riade, sofreu um ataque no sábado que causou 12 mortos e mais de 300 feridos, além de danos na infraestrutura.
As autoridades sauditas atribuíram o ataque aos rebeldes huthis do Iémen, que são apoiados pelo Irão.
Uma segunda fonte do setor aéreo, que ajuda a supervisionar os voos em Riade, confirmou à AFP a interrupção das operações “até nova ordem”.
“As informações de que dispomos indicam que as operações estão suspensas até nova ordem e que alguns sistemas foram danificados, o radar e os equipamentos de comunicação”, afirmou.
A mesma fonte acrescentou que o estado das pistas do aeroporto também teria de ser avaliado.
O portal de monitorização de tráfego aéreo Flightradar24 anunciou numa rede social que “o encerramento do aeroporto de Riade foi novamente prolongado por 24 horas”.
Em Saná, o porta-voz dos rebeldes huthis, Yahya Saree, renovou hoje o apelo aos passageiros, funcionários e a todas as companhias aéreas para que não utilizem os aeroportos sauditas, ameaçando com novos ataques.
“As forças armadas iemenitas renovam o aviso” contra o uso “do espaço aéreo saudita” e dos aeroportos, “pois estão expostos a ataques e constituem um teatro de operações por parte das nossas forças”, afirmou numa rede social.
O aviso sobre os aeroportos não é válido para as cidades santas de Meca e Medina, esclareceu o porta-voz militar do movimento em guerra contra a Arábia Saudita, que apoia o Governo iemenita.
Saree responsabilizou a Arábia Saudita por “qualquer tentativa falhada de intercetar” os possíveis ataques e reafirmou o compromisso dos huthis de manter a estratégia anunciada pelo movimento.
A estratégia é baseada na equação “aeroporto por aeroporto, bloqueio por bloqueio e escalada por escalada”, até os rebeldes alcançarem os seus objetivos, acrescentou, também citado pela agência espanhola EFE.
O ataque foi o segundo contra o aeroporto da capital saudita em 24 horas, depois de, na sexta-feira, uma ofensiva atribuída aos huthis ter causado três mortos e danos num avião de uma companhia aérea saudita.
As autoridades sauditas informaram na quarta-feira que ocorreram outros ataques contra os aeroportos de Riade e Abha, no sudoeste do reino, que causaram três mortos e mais de 30 feridos, de várias nacionalidades.
Os huthis afirmam que os ataques contra alvos sauditas são uma resposta aos bombardeamentos da Arábia Saudita contra as suas posições no Iémen, que também incluem alvos civis, como o aeroporto de Saná.
A Arábia Saudita intervém militarmente no Iémen desde 2015, depois de os huthis terem tomado a capital do país, no final de 2014.

