Ajuda humanitária para Oleshky pronta a partir de cidade vizinha

Ajuda humanitária para Oleshky pronta a partir de cidade vizinha

Um comboio humanitário destinado à cidade ucraniana de Oleshky, fortemente atingida pelos combates com a Rússia, está pronto a partir de uma localidade próxima, disseram as autoridades da Ucrânia.

© 34th Separate Marine Brigade “Borysfen” / Handout via REUTERS


30/10/2026
por

Lusa

Um comboio humanitário destinado à cidade ucraniana de Oleshky, fortemente atingida pelos combates com a Rússia e palco de um cessar-fogo localizado, está pronto a partir de uma localidade próxima, disseram hoje as autoridades da Ucrânia.

 

Segundo uma autoridade ucraniana, a missão de ajuda, prevista para decorrer ainda hoje, conta com 25 autocarros, ambulâncias e outros veículos.

“Estamos a levar ajuda humanitária aos residentes da cidade de Oleshky”, afirmou Dmytro Lubinets, que é o provedor de Justiça e negociador chefe da Ucrânia.

“O nosso principal objetivo é garantir que esta ajuda chega a todas as pessoas que dela necessitam. Damos especial atenção aos idosos e às pessoas com deficiência”, acrescentou.

Lubinets informou que o comboio foi organizado em Armyansk, uma cidade no sul da Ucrânia sob ocupação russa, situada a cerca de 85 quilómetros a sul de Oleshky.

Um cessar-fogo localizado e a missão de ajuda foram articulados pela primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, que conduziu as negociações com Lubinets e a sua homóloga russa, Yana Lantratova.

O cessar-fogo deverá manter-se até às 22:59 de 01 de novembro, hora local (20:59 em Lisboa), segundo o negociador ucraniano David Arakhamia, que o classificou como “a maior desescalada desde 2022”.

O Papa também esteve envolvido neste processo – a 16 de outubro, durante uma conversa telefónica, Leão XIV apelou ao Presidente russo, Vladimir Putin, para que aceitasse uma trégua que permitisse retirar civis e fazer chegar assistência humanitária a Oleshky.

Oleshky, localizada dentro do território sob ocupação russa na região de Kherson, no sul da Ucrânia, ganhou atenção mundial quando os seus residentes ficaram isolados devido a intensos combates e estradas minadas, enfrentando uma escassez de alimentos e medicamentos.

Moscovo e Kiev têm respeitado a trégua na cidade devastada — e nos seus arredores — desde terça-feira, mas continuam plenamente envolvidas na guerra, que teve início com a invasão russa em grande escala há mais de quatro anos e meio.

As tentativas anteriores de estabelecer um cessar-fogo falharam e as tréguas acordadas acabaram por ser rapidamente quebradas.

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Lusa | 19:27 – 28/10/2026

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