O Governo de Angola oficializou hoje, em Roma, Itália, a candidatura da embaixadora Josefa Sacko a diretora-geral do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
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12/10/2026
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Lusa
Josefa Sacko
O Governo de Angola oficializou hoje, em Roma, Itália, a candidatura da embaixadora Josefa Sacko a diretora-geral do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
A cerimónia decorreu na sede da FAO, em Roma, num evento organizado por Angola, à margem do Fórum Mundial da Alimentação, que decorre em Itália, e no qual o país está representado ao mais alto nível pelo Presidente da República, João Lourenço.
O lançamento oficial da campanha da candidatura da embaixadora angolana foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Téte António, e conta com o apoio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e da União Africana.
Engenheira agrónoma de formação, Josefa Sacko é atualmente embaixadora de Angola em Itália, e apresenta para a FAO “uma visão centrada na valorização da agricultura familiar, das mulheres e da juventude, na modernização dos sistemas de produção e no reforço da segurança alimentar, segundo divulgou o Governo angolano.
Em comunicado, o executivo salienta que “a candidatura de Josefa Sacko à direção-geral da FAO constitui uma das prioridades da diplomacia angolana no quadro da participação do país nos fóruns multilaterais ligados à agricultura, à alimentação e ao desenvolvimento sustentável”.
Angola sustenta a candidatura com “a experiência profissional e institucional da candidata, que exerceu as funções de secretária-geral da Organização Interafricana do Café e de Comissária da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável”.
A sua candidatura “dá prioridade ao fortalecimento da agricultura familiar, ao acesso das mulheres e dos jovens aos meios de produção, à criação de oportunidades de emprego para a juventude e à renovação geracional no setor agrícola”.
A candidata propõe “a digitalização dos sistemas agroalimentares, a utilização da inteligência artificial, o reforço da capacidade de adaptação às alterações climáticas e a mobilização de financiamento para projetos sustentáveis e economicamente viáveis”.
Durante a sua intervenção que fez hoje, em Roma, o chefe da diplomacia angolana, Téte António, defendeu que a FAO deve continuar a ser “uma organização que coloque a ciência, a inovação e a tecnologia ao serviço da agricultura”.
Uma organização, acrescentou, “que apoie os pequenos produtores e as comunidades rurais, que promova o investimento e facilite o acesso ao financiamento e aos mercados, que fortaleça a cooperação entre países e regiões e que contribua para que os sistemas agroalimentares sejam mais produtivos, inclusivos, resilientes e sustentáveis”.
Esta é a visão que a embaixadora Josefa Sacko submete à consideração dos Estados-membros e é uma visão que Angola considera poder contribuir para aproximar ainda mais a FAO das necessidades concretas dos seus países membros, segundo o Governo angolano.

