Há um novo Räikkönen que faz o caminho para um dia chegar à Fórmula 1. É Robin Räikkönen, filho do campeão de 2007 Kimi, que agora anunciou com a Red Bull para integrar o programa de jovens.
© Mark Thompson/Getty Images
09/09/2026
por
Robin Räikkönen é o novo membro da Red Bull Junior Team. O filho do campeão do mundo de Fórmula 1 de 2007, Kimi Räikkonen, dá assim mais um pequeno passo até ao sonho de um dia chegar à categoria máxima.
O anúncio surgiu esta quarta-feira (9 de setembro), dias depois de o jovem de 11 anos ter marcado presença no paddock do GP de Itália em Monza – onde até pôde sentar-se no monolugar de Max Verstappen.
A Red Bull vê Robin Räikkönen como “um dos mais promissores jovens talentos da sua geração“, integrando-o no programa de desenvolvimento de pilotos a partir da próxima temporada. Procura, assim, começar mais um caminho até aos títulos na Fórmula 1, como fez com os promissores Sebastian Vettel e Max Verstappen.
Mas, para já, as velocidades de Robin são bem mais baixas: ainda está a competir no karting, modalidade com a qual tem contacto desde os primeiros anos de vida. Já soma êxitos em campeonatos nacionais e internacionais.
Sem pressão desnecessária
Em comunicado, o chefe de equipa da Red Bull, Laurent Mekies, salientou que não se quer criar “qualquer pressão desnecessária” e que o caminho pelos diversos patamares do automobilismo “é demorado”. Assim, prometeu que serão dados “tempo, apoio e recursos” para que Robin Räikkönen consiga explorar ao máximo o seu potencial – isto tudo no ambiente e cultura adequados, com as pessoas certas.
Da sua parte, Kimi Räikkönen justificou a assinatura: “O Laurent e todos os outros na Red Bull deram um apoio incrível ao longo de todas as nossas discussões. Ofereceram-nos um programa apelativo e completo para desenvolver e cuidar do progresso do Robin ao longo dos próximos anos e dão-lhe toda a experiência necessária para desenvolver o talento natural dele”.
Muitos chegaram à F1, outros ficaram pelo caminho
Para além dos já referidos exemplos de Verstappen e de Vettel, pela Red Bull Junior Team já passaram muitos outros pilotos – uns com mais sucesso do que outros. Alguns nem chegaram à Fórmula 1 e outros chegaram, mas tiveram passagens fugazes por não estarem à altura.
Alexander Albon, Arvid Lindblad, Carlos Sainz, Daniel Ricciardo, Isack Hadjar, Jean-Eric Vergne, Liam Lawson ou Pierre Gasly são exemplos do que de melhor se fez: os únicos que não estão na F1 hoje são Daniel Ricciardo (que encerrou a carreira no fim de 2024 após 12 anos) e Jean-Eric Vergne (que, embora não tenha tido sucesso, foi para outros campeonatos colher títulos como a Fórmula E).
Menos bons foram os casos de homens como António Félix da Costa, Filipe Albuquerque (que nem sequer chegaram à F1), Brendon Hartley, Daniil Kvyat, Jaime Alguersuari ou Sébastien Buemi – que acabaram por não singrar na Fórmula 1. Muitos deles foram “vítimas” do caráter implacável do programa sob supervisão do exigente Helmut Marko (que saiu da estrutura no ano passado).

