Autoridades francesas abrem inquérito a falsas ameaças de bomba em aviões

Autoridades francesas abrem inquérito a falsas ameaças de bomba em aviões

O Ministério Público de Paris abriu um inquérito sobre falsos alertas de bomba que visaram aviões sobrevoando o território francês, para investigar uma eventual ligação dos autores a potências estrangeiras.

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07/11/2026
por

Lusa

O Ministério Público de Paris abriu um inquérito sobre os falsos alertas de bomba que visaram aviões que sobrevoavam o território francês, nomeadamente para investigar uma eventual ligação dos autores a “potências estrangeiras”, anunciou hoje.

 

As investigações estão a ser “conduzidas para identificar os autores dos e-mails que divulgaram estas informações falsas, com o objetivo de fazer crer numa destruição perigosa, bem como a sua eventual ligação a potências estrangeiras”, explicou o Ministério Público, contactado pela AFP.

Na quinta-feira, um avião da Aer Lingus foi desviado para Évreux na sequência de um alerta de bomba. Matignon tinha dado conta, na sexta-feira, de quatro novos alertas emitidos em aviões que sobrevoavam o território francês e nos quais os serviços procederam a “inspeções de segurança”. Três dessas aeronaves aterraram em Orly, a quarta em Bordéus, todas sem incidentes, segundo uma fonte a par do caso.

“Está em curso uma investigação para determinar a origem destes alertas que afetam toda a Europa”, acrescentaram, sem mais pormenores, os serviços do primeiro-ministro Sébastien Lecornu, responsável pela segurança e pela defesa aérea do país.

Dezenas de voos comerciais foram alvo de alertas de bomba desde o início da semana na Europa. Os aviões tiveram de ser desviados, escoltados por caças, evacuados ou revistados. Em todos os casos, sem que se tenham encontrado bombas.

Também a polícia portuguesa recebeu na manhã de sexta-feira um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma.

Meios de comunicação irlandeses, britânicos como a Sky News, ou franceses como a TF1, também receberam alertas de bomba.

O Governo irlandês denunciou na sexta-feira uma “provável campanha coordenada destinada a causar perturbações”.

Esta série de falsos alertas, difíceis de atribuir, tem como consequência mobilizar os serviços de segurança e semear o medo com um custo mínimo, sublinham os especialistas.

As reivindicações enviadas na quinta-feira aos aeroportos de Roma e de Sófia provinham dos “combatentes do Estado masculino”, parecendo remeter para o nome de um movimento ultranacionalista russo, mas o seu líder negou qualquer envolvimento.

Os responsáveis europeus denunciam há meses o aumento das operações de desestabilização, conduzidas em benefício da Rússia ou do Irão, quer se trate de campanhas de desinformação, sabotagem, ciberataques, atentados, etc.

Os serviços de informações antecipam há várias semanas um endurecimento destas campanhas, nomeadamente por parte da Rússia, com o objetivo de exercer pressão sobre o apoio europeu à Ucrânia.

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Notícias ao Minuto com Lusa | 17:45 – 06/11/2026

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