“Aceitamos a crítica, o escrutínio e a diferença de opinião, mas não aceitaremos que o respeito pelo FC Porto dependa da conveniência de quem fala”, avisa o presidente do clube, André Villas-Boas, no discurso de abertura da gala dos Dragões de Ouro.
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07/10/2026
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O presidente do FC Porto, André Villas-Boas, aproveitou, esta quarta-feira, o discurso de abertura da gala Dragões de Ouro, que se realiza na Super Bock Arena, na Cidade Invicta, para enviar uma série de ‘recados’ dirigidos, sobretudo à maneira como considera que o clube é tratado, pela comunicação social.
“Defender esta Instituição exige firmeza dentro e fora do campo. Aceitamos a crítica, o escrutínio e a diferença de opinião, mas não aceitaremos que o respeito pelo FC Porto dependa da conveniência de quem fala. Não pedimos que nos poupem às perguntas difíceis; pedimos que sejam feitas a todos com o mesmo rigor”, afirmou.
“A quem informa e comenta, exigimos que distinga os factos das preferências, a crítica da insinuação e a opinião da militância muitas vezes clubística. Os critérios não podem mudar consoante a camisola. Não permitiremos que o ruído nos distraia, mas também não deixaremos o clube sem defesa”, acrescentou.
“Queremos ser campeões nacionais de futebol novamente”
André Villas-Boas não esqueceu, ainda, os títulos conquistados nas mais variadas modalidades, entre elas, o futebol, onde, sublinhou, há trabalho a fazer: “Queremos ser campeões nacionais de futebol novamente e voltar a ganhar nas modalidades. Isso exige atenção ao detalhe, concentração e humildade para corrigir sempre o que estiver errado”.
“Ao nosso treinador, Francesco Farioli, o seu mérito não está apenas no método e no conhecimento do jogo, mas também na capacidade de unir, de ouvir e de fazer cada jogador acreditar na importância do seu contributo. O título reflete a competência da sua equipa técnica e o rigor do vosso trabalho e a excelente gestão humana de elementos fundamentais ao dia a dia de uma equipa de futebol”, sublinhou.
“A confiança e a ligação que esta família criou com ele reconhecem também a sua humanidade. Há um ano, afirmámos a nossa convicção nesta escolha. Hoje agradecemos a forma como a honrou, sabendo que é o primeiro a exigir ainda mais”, completou aquele que, em tempos, foi também treinador do emblema azul e branco.
“A dificuldade de pagar um Lugar Anual nunca diminui o lugar de um sócio no FC Porto”
A terminar, o líder máximo do FC Porto fez questão de deixar uma palavra especial aos “perto de 190.000 sócios”: “É uma resposta que nos orgulha e responsabiliza, porque crescer não pode significar afastarmo-nos das pessoas. As mudanças que esta época se deram nos Lugares Anuais pediram compreensão e um esforço financeiro que sabemos quanto custa na vida de tantas famílias”.
“Agradecemos essa confiança e temos a obrigação de a retribuir com um melhor serviço, com mais proximidade e, claro está, com mais títulos. Não esquecemos quem não conseguiu renovar, muitas vezes depois de décadas de presença. A dificuldade de pagar um Lugar Anual nunca diminui o lugar de um sócio no FC Porto”, apontou.
“A quem recebe um Dragão de Ouro, pedimos que continue a ser uma referência. O exemplo de uma carreira, a seriedade de um trabalho ou a dedicação de uma vida podem inspirar quem agora começa. Este reconhecimento não encerra a vossa ligação ao Clube, dá-lhe ainda mais significado”, concluiu.

