Os preços do petróleo estão a subir para mais de 105 dólares após rumores de que a Casa Branca poderia atacar o Irão antes das eleições nos EUA. O Brent subiu 5% para 105,09 dólares, enquanto o WTI também subiu 5% para 92,75 dólares.
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08/10/2026
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Lusa
Os preços do petróleo estão a acentuar a subida para mais de 105 dólares após informações dos media norte-americanos, segundo as quais a Casa Branca poderia atacar o Irão antes das eleições nos EUA previstas para 03 de novembro.
Por volta das 12:10 em Lisboa, o preço do barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em dezembro, subia 5% para 105,09 dólares.
O equivalente norte-americano, o barril de West Texas Intermediate, para entrega em novembro, ganhava também 5% para 92,75 dólares.
“A Casa Branca pediu ao Pentágono para elaborar opções de ataques contra alvos iranianos que poderiam ser concretizadas antes das eleições de meio de mandato, segundo dois responsáveis da administração”, explica o site da revista The Atlantic.
A decisão final ainda não teria sido tomada, mas “se operações de combate de grande escala forem retomadas, estas devem incluir bombardeamentos maciços visando as infraestruturas energéticas e nucleares iranianas”, acrescenta o meio Axios citando “fontes”.
A subida dos preços é “um prémio ligado às manchetes e nada de concreto é conhecido por enquanto”, sublinha Neil Wilson, analista da Saxo Markets.
A subida do preço do petróleo também é impulsionada pelas tensões contínuas em torno do estreito de Ormuz e pelas hostilidades entre os huthis do Iémen e a Arábia Saudita.
Um petroleiro que navegava ao largo do Catar relatou ter sido atingido “por múltiplos projéteis” e informou um número indeterminado de vítimas, disse na noite de quarta-feira a agência de segurança marítima britânica UKMTO.
E o porta-voz militar dos huthis, Yahya Saree, afirmou hoje de manhã que combatentes iemenitas atingiram o aeroporto internacional de Riade com um míssil balístico.
Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) indicou num comunicado na quarta-feira que “a disponibilização de todos os ‘stocks’ que foram prometidos, mas ainda não foram libertados no âmbito da Ação coletiva de março de 2026, adicionaria cerca de 100 milhões de barris ao mercado”.
Esta declaração ocorre após o anúncio na última sexta-feira do G7 sobre a libertação coordenada de 100 milhões de barris pelos países membros da AIE.
Segundo Arne Lohmann Rasmussen, da Global Risk Management, os volumes anunciados pelo G7 não seriam, portanto, novos barris desbloqueados em relação aos 400 milhões já prometidos em março.
“Os cerca de 100 milhões de barris que ainda devem ser libertados já fazem parte do acordo concluído em março”, estima o analista.

