O cancro do pâncreas poderá tornar-se até 2035 a segunda principal causa de morte por cancro em Portugal e no mundo, alertou hoje a presidente do Clube Português do Pâncreas (CPP), a propósito do dia da doença.
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03/11/2026
por
Lusa
O cancro do pâncreas poderá tornar-se até 2035 a segunda principal causa de morte por cancro em Portugal e no mundo, alertou hoje a presidente do Clube Português do Pâncreas (CPP), a propósito do dia da doença.
A CPP vai lançar uma campanha nacional de consciencialização, visando alertar a população para a prevenção e deteção precoce da doença, com o mote “O tempo de agir é agora”, que irá decorrer nas redes sociais no âmbito do Dia Mundial do Cancro do Pâncreas, que se assinala a 19 de novembro.
A médica gastrenterologista e presidente do CPP, Alexandra Fernandes, sublinha, citada em comunicado, que “é importante que as pessoas reconheçam os fatores de risco associados” a esta doença, lembrando que em 2024 foram diagnosticados 2.191 novos casos e registadas 2.051 mortes em Portugal, números que colocam este tumor como o sexto mais fatal no país.
Estes valores traduzem “uma taxa de sobrevivência global a cinco anos de apenas 13%”, detalhou a especialista, acrescentando que nos casos detetados precocemente a taxa de sobrevivência sobe para 44%, caindo para 3% quando a doença já se espalhou.
O cancro do pâncreas – cuja forma mais comum é o adenocarcinoma ductal pancreático, responsável por mais de 90% dos casos e conhecido pela elevada agressividade – apresenta sintomas que podem ser confundidos com outras patologias digestivas.
Entre os sinais de alerta encontram-se a dor abdominal que pode irradiar para as costas, perda de peso inexplicável, alterações digestivas como indigestão, vómitos ou diarreia, aparecimento súbito ou agravamento da diabetes e icterícia (pele e olhos amarelados).
Além da idade e da predisposição genética, o CPP destaca vários fatores de risco associados ao estilo de vida que podem ser prevenidos, nomeadamente o tabagismo, a obesidade e o excesso de peso, a diabetes, a pancreatite crónica (frequentemente secundária ao alcoolismo crónico e aos hábitos tabágicos) e uma dieta rica em açúcares refinados, gorduras, carnes vermelhas e produtos processados.
O CPP é uma secção especializada da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG), associação científica de utilidade pública sem fins lucrativos que desde 1989 tem por objeto promover o desenvolvimento da saúde digestiva.
Para mais informações, o organismo remete para o ‘site’ da saúde digestiva (https://saudedigestiva.pt/).

