Uma bebé nasceu numa ambulância dos Bombeiros Voluntários de Lousada durante o transporte para a urgência hospitalar esta quinta-feira. A recém-nascida Carlota e a mãe receberam apoio da equipa da VMER do Vale do Sousa.
© Bombeiros Voluntários de Lousada/Facebook
05/11/2026
por
Notícias ao Minuto
Uma bebé nasceu dentro de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários de Lousada, no distrito do Porto, após a corporação ter sido chamada para “prestar assistência a uma grávida”, durante esta quinta-feira.
Numa nota, partilhada nas redes sociais, os Bombeiros Voluntários de Lousada contaram que, “durante o transporte para a urgência hospitalar, a bebé decidiu que era o momento de conhecer o mundo e nasceu a bordo” da ambulância.
“A pequena Carlota chegou assim ao mundo, num momento muito especial e certamente inesquecível para todos os envolvidos”, lê-se.
Posteriormente, chegou ao local uma equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação do Vale do Sousa, que “prestou também apoio e assistência à recém-nascida”.
Tratou-se de uma “ocorrência diferente” para os bombeiros Pedro Ferreira e Marco Teixeira, que teve um “final feliz” e “ficará certamente na memória” dos operacionais.
“À pequena Carlota, desejamos as maiores felicidades, e à família, muitas alegrias nesta nova etapa!”, destacaram os Bombeiros Voluntários de Lousada.
Partos em ambulâncias mais do que duplicaram em 2025
Só em 2025 nasceram, pelo menos, 60 bebés em ambulâncias em Portugal. Trata-se de um aumento de 114%, uma vez que em 2024 tinham sido registados 28 partos nestas circunstâncias, segundo dados do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) enviados ao Público. Há ainda registo de 23 partos na via pública.
Do total de partos em ambulâncias e na via pública, quase metade (36) ocorreram na região de Lisboa e Vale do Tejo.
Em janeiro, contudo, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendeu que o número de partos fora dos hospitais, em Portugal, é semelhante ao da última década, ocorrendo a maior parte no domicílio.
“Os números são semelhantes aos últimos anos, com exceção da pandemia em que houve mais partos extra-hospitalares, pelas razões que se compreendem. Portanto, não há nenhuma grande alteração relativamente ao número de partos extra-hospitalares. Ou seja, o número é sensivelmente o mesmo da última década”, disse a ministra após ter participado na conferência “Futuro da Saúde na Europa”, no Porto.
Segundo Ana Paula Martins, “a maior parte dos partos extra-hospitalares não ocorre na via pública, felizmente, e nem ocorre nas ambulâncias. Ocorre no domicílio”, acrescentando que, por essa razão, “o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] acaba por ser chamado para poder resolver situações que se complicam”.

