China considera prioridade absoluta evitar retoma das hostilidades

China considera prioridade absoluta evitar retoma das hostilidades

A China afirmou hoje que está a desenvolver esforços diplomáticos para evitar uma retoma das hostilidades no Médio Oriente, considerando que esta é uma “prioridade absoluta” perante o risco de uma nova escalada do conflito.

© Johannes Neudecker/picture alliance via Getty Images


04/11/2026
por

Lusa

A China afirmou hoje que está a desenvolver esforços diplomáticos para evitar uma retoma das hostilidades no Médio Oriente, considerando que esta é uma “prioridade absoluta” perante o risco de uma nova escalada do conflito.

 

“A prioridade absoluta é evitar uma retoma das hostilidades no Médio Oriente, que seria desastrosa para as populações da região”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, durante uma conferência de imprensa.

A responsável destacou os recentes esforços diplomáticos de Pequim, incluindo encontros realizados esta semana com representantes do Irão, da Arábia Saudita e de Omã.

O Presidente chinês, Xi Jinping, recebeu na segunda-feira o sultão de Omã, Haitham bin Tariq, cujo país tem desempenhado um papel de mediador no conflito e está situado junto ao estreito de Ormuz.

No mesmo dia, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reuniu-se separadamente com altos responsáveis iranianos e sauditas.

A China tem importantes interesses económicos e estratégicos no Médio Oriente.

Mais de metade das importações chinesas de petróleo bruto transportado por via marítima teve origem naquela região no ano passado, com a maioria a passar pelo estreito de Ormuz, segundo a empresa de análise de dados Kpler.

Antes da guerra, o Irão destinava à China mais de 80% das suas exportações de petróleo, segundo a mesma fonte.

Pequim é um parceiro estratégico e económico fundamental de Teerão, mas mantém também relações estreitas com os países árabes do Golfo, com os quais reforçou significativamente a cooperação económica e diplomática ao longo da última década.

A crise no Médio Oriente afetou a economia chinesa, a segunda maior do mundo, fortemente dependente do comércio internacional e do abastecimento externo de matérias-primas.

Pequim tem desenvolvido, nos últimos meses, uma atividade diplomática discreta, mas persistente, visando uma solução negociada para o conflito e a reabertura do estreito de Ormuz, perante a ameaça de uma nova confrontação militar de elevada intensidade.

“A China considera que a estabilidade no Médio Oriente e na região do Golfo não diz respeito apenas ao bem-estar dos países e das populações da região, mas tem também grande importância para a manutenção do abastecimento energético internacional, bem como para a paz e a segurança mundiais”, afirmou Mao Ning.

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