China realiza patrulha marítima em torno de ilhas disputadas com Japão

China realiza patrulha marítima em torno de ilhas disputadas com Japão

Uma formação de navios da Guarda Costeira da China realizou uma patrulha nas imediações das ilhas Senkaku/Diaoyu, arquipélago administrado pelo Japão e reivindicado por Pequim, informaram fontes oficiais.

© Reuters


11/10/2026
por

Lusa

ilhas Senkaku/Diaoyu

Uma formação de navios da Guarda Costeira da China (CCG) realizou no sábado uma “patrulha” nas imediações das ilhas Senkaku/Diaoyu, arquipélago administrado pelo Japão e cuja soberania é reivindicada por Pequim, informaram fontes oficiais da gigante asiática.

 

Num comunicado, a CCG indicou que a frota, liderada pelo navio Xiamen, iniciou, em 10 de outubro, uma “patrulha de defesa dos direitos nas águas territoriais” das ilhas Senkaku, conhecidas na China como Diaoyu.

“Trata-se de uma patrulha de defesa de direitos realizada pela Guarda Costeira da China em conformidade com a lei”, assinalou a autoridade marítima, sem fornecer outros detalhes sobre a operação.

A CCG tem sublinhado repetidamente que os guardas costeiros chineses continuarão a desenvolver “atividades de aplicação da lei” em torno das ilhas Senkaku para proteger a soberania em águas que Pequim considera estarem sob a sua jurisdição.

A disputa por este arquipélago, que o Japão conquistou durante a guerra travada com a China entre 1894 e 1895, intensificou-se nos últimos anos, sobretudo desde que Tóquio nacionalizou três destas ilhas em setembro de 2012.

Para o Japão, as ilhas Senkaku pertencem à prefeitura de Okinawa, enquanto a China as reivindica como parte “histórica e inerente” do seu território.

Situadas no Mar da China Oriental, a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Taiwan, estas ilhas desabitadas ocupam uma superfície de cerca de sete quilómetros quadrados, e acredita-se que as águas circundantes possuem importantes jazidas de gás e petróleo.

Esta última “patrulha” ocorreu num contexto de atritos diplomáticos entre Pequim e Tóquio, depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter afirmado, em novembro do ano passado, que um eventual ataque chinês contra Taiwan poderia justificar a intervenção das Forças de Autodefesa japonesas.

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