As equipas de resgate indonésias procuraram, em vão, pelo segundo dia consecutivo, um barco com oito pessoas a bordo, incluindo cinco jornalistas que estavam a fazer a cobertura jornalística da erupção do vulcão Anak Krakatau, foi hoje anunciado.
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09/09/2026
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Lusa
“Até agora, as buscas não obtiveram resultados”, admitiu o responsável pelas equipas de resgate, Al-Amrad, acrescentando que as operações foram suspensas e só serão retomadas na quinta-feira.
O grupo embarcou numa lancha na tarde de segunda-feira, num porto da província de Banten, localizada a cerca de 120 quilómetros a oeste de Jacarta, mas o contacto com a tripulação foi rapidamente perdido.
Entre os passageiros estavam cinco jornalistas indonésios que trabalham para meios de comunicação locais e internacionais, incluindo a agência de notícias estatal indonésia Antara, a agência de notícias turca Anadolu e o portal de notícias local iNews.
Os jornalistas, acompanhados por dois tripulantes e um guia, queriam fotografar e filmar as erupções do vulcão Anak Krakatau, que levaram ao encerramento de vários aeroportos no domingo.
As buscas começaram na tarde de terça-feira e suspensas à noite devido às ondas altas e à fraca visibilidade.
Hoje, a área de busca foi alargada, com a operação a envolver dezenas de socorristas, incluindo polícias, militares, pescadores e voluntários, que fizeram buscas numa área de mais de 270 milhas náuticas (cerca de 500 km), incluindo nas ilhas próximas do vulcão.
A operação, que mobiliza embarcações rápidas de busca e salvamento, botes insufláveis e drones, tem decorrido, no entanto, com muita cautela já que o Anak Krakatau continua a expelir densas cinzas vulcânicas.
Um dos jornalistas desaparecidos contactou um colega e partilhou a sua localização na segunda-feira, às 15:00, hora local (09:00 em Lisboa), mas não houve mais notícias desde então.
As erupções do vulcão Anak Krakatau obrigaram as autoridades a suspender o tráfego aéreo no domingo em vários aeroportos indonésios. Os voos foram retomados na terça-feira, principalmente no aeroporto internacional de Jacarta.
Os acidentes marítimos não são incomuns na Indonésia, um vasto arquipélago do sudeste asiático com 17.000 ilhas, devido em parte a normas de segurança pouco rígidas e, por vezes, a condições meteorológicas adversas.

