Delegação ucraniana regressa a Kyiv após encontro em Miami

Delegação ucraniana regressa a Kyiv após encontro em Miami

A delegação ucraniana que esteve em Miami para negociações sobre o fim da guerra com a Rússia está a regressar a Kiev, segundo um conselheiro de Zelensky. As conversas envolveram representantes de vários países e ocorreram em paralelo com um acordo entre EUA e Rússia sobre o fornecimento de gasóleo.

© Viktor Kovalchuk/Global Images Ukraine via Getty Images


10/10/2026
por

Lusa

A delegação de negociadores ucranianos que se deslocou a Miami (Estados Unidos) para conversações sobre o fim da guerra com a Rússia encontra-se a regressar a Kyiv, disse hoje um conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

 

Segundo Dmytro Lytvyn, em declarações à agência noticiosa France-Presse, a delegação “já está a regressar” à capital da Ucrânia.

Esta equipa esteve em Miami, no estado norte-americano da Florida, para prosseguir as conversações com Washington iniciadas na sexta-feira.

Para este encontro foram também convidados conselheiros de segurança nacional da França, Alemanha e Reino Unido, bem como representantes da União Europeia e da NATO (aliança do Atlântico Norte).

As negociações decorreram numa altura em que Estados Unidos e Rússia assinaram um acordo de fornecimento de gasóleo russo aos norte-americanos, que a chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, considerou proporcionar a Moscovo “mais recursos para a guerra” na Ucrânia.

Os Estados Unidos autorizaram temporariamente, na sexta-feira, a venda, entrega, descarga e importação de gasóleo de fabrico russo, incluindo a sua entrada no mercado norte-americano, até 07 de abril de 2027, apesar das sanções impostas a Moscovo.

O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) mantém, no entanto, restrições aos pagamentos através de contas de três instituições financeiras estatais russas.

A medida foi justificada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, como um esforço para conter a escalada de preços dos combustíveis desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, em 28 de fevereiro.

Segundo o líder da Casa Branca, a Rússia aceitou libertar de imediato 300 mil toneladas de gasóleo “para o mercado americano e global”, seguidas de 500 mil toneladas em novembro e mais um milhão posteriormente.

Após o anúncio deste acordo, a Rússia lançou um forte ataque em Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, que matou pelo menos 15 pessoas, incluindo três crianças, segundo as autoridades locais.

Em reação, Volodymyr Zelensky considerou que a Rússia “expressou a sua gratidão” a Washington pelo levantamento de sanções petrolíferas através de novos bombardeamentos contra o seu país, tendo a Ucrânia intensificado os ataques na Rússia, visando um terminal petrolífero na região de Rostov.

Os esforços diplomáticos sob mediação de Washington para pôr fim a mais de quatro anos de ofensiva russa na Ucrânia encontram-se atualmente num impasse.

A visita em setembro dos emissários norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner a Moscovo e posteriormente, de modo inédito, a Kyiv não resultou em qualquer anúncio concreto.

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Lusa | 14:27 – 10/10/2026

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