Demissões em massa no Departamento da Justiça dos EUA

Demissões em massa no Departamento da Justiça dos EUA

O ministro da Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, aceitou as demissões de vários altos cargos, incluindo da sua adjunta responsável pelos direitos civis e de um procurador encarregado de uma investigação sobre personalidades acusadas por Donald Trump de conspirarem contra o Presidente dos Estados Unidos.

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06/11/2026
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Lusa

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O ministro da Justiça dos Estados Unidos, Todd Blanche, aceitou as demissões de vários altos cargos, incluindo da sua adjunta responsável pelos direitos civis e de um procurador encarregado de uma investigação sobre personalidades acusadas por Donald Trump de conspirarem contra o Presidente dos Estados Unidos.

Blanche, antigo advogado pessoal de Donald Trump, anunciou na quinta-feira na rede social X que tinha aceitado a demissão da vice-ministra da Justiça, responsável pelos direitos civis, Harmeet Dhillon.

Nessa função, aquela responsável estava diretamente envolvida nas tentativas falhadas do ministério de obter as listas de eleitores de cerca de trinta estados. Mas, na sua carta de demissão, citada pelos meios de comunicação americanos, ela refere que a apresentou aquela missiva em outubro e aceitou permanecer no cargo até às eleições cruciais de meio de mandato que se realizaram na terça-feira e cujos resultados acabaram por ser uma derrota para os republicanos de Donald Trump.

Blanche também tornou públicas hoje as demissões de John Eisenberg, responsável pela divisão de segurança nacional do ministério, e do procurador federal do distrito sul da Flórida (sudeste), Jason Reding Quinones.

Este último era, nomeadamente, responsável pela investigação sobre a eventual implicação de antigos responsáveis dos serviços de informação sob as presidências democratas de Obama e Biden, visando afastar Donald Trump do poder, segundo este.

Desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca em janeiro de 2025, vários procuradores foram despedidos por não terem acusado personalidades consideradas alvos da sua vingança e que vê como inimigos. O mesmo aconteceu novamente em abril com James Comey, o ex-diretor do FBI, a polícia federal, acusado de ter ameaçado “a vida e a integridade física” do presidente, na sequência de uma foto de conchas publicada nas redes sociais em maio de 2025 e interpretada pela administração Trump como uma “ameaça”.

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