Deputados suecos votam novamente para eleger primeiro-ministro

Deputados suecos votam novamente para eleger primeiro-ministro

Os deputados suecos votam novamente na próxima terça-feira para eleger um primeiro-ministro, com base na candidatura de Elisabeth Thand Ringqvist, após as eleições de setembro, ganhas pela esquerda por estreita margem.

© Erik Flyg/Bloomberg via Getty Images


29/10/2026
por

Lusa

Os deputados suecos votam novamente na próxima terça-feira para tentar eleger um primeiro-ministro, com base na candidatura da líder do Partido do Centro, Elisabeth Thand Ringqvist, após as legislativas de setembro, ganhas pela esquerda por uma estreita margem.

 

Embora seja provável que Ringqvist não obtenha maioria, o presidente do parlamento, Andreas Norlen, afirmou que é essencial avançar e “realizar uma votação”.

Norlen acrescentou que, se a votação não for bem-sucedida, recorrerá ao primeiro-ministro cessante, Ulf Kristersson, que ocupa o cargo interinamente, para saber se poderá formar um novo Governo.

O bloco de oposição de esquerda conquistou mais três assentos parlamentares que o bloco de direita, liderado por Ulf Kristersson, nas eleições legislativas de 13 de setembro.

No entanto, a líder da oposição, Magdalena Andersson, tentou por duas vezes formar Governo e desistiu.

Para tentar ultrapassar o impasse, uma vez que nenhuma das coligações, de esquerda ou de direita, obteve uma maioria, o presidente do parlamento solicitou a Thand Ringqvist que explorasse as condições para uma “opção de centro”.

Ringqvist apresentou a ideia de um Governo “de centro” que incluísse os partidos tradicionais, mas excluísse o Partido de Esquerda e o partido de extrema-direita Democratas Suecos, hostil à imigração.

O Partido do Centro recusou cooperar com os Democratas Suecos, tornando praticamente impossível ao bloco de direita obter uma maioria no parlamento.

Além disso, o Partido do Centro recusa-se também a apoiar um executivo que inclua o Partido de Esquerda.

O presidente do parlamento sueco pode propor um candidato ao cargo de primeiro-ministro até quatro vezes; após esse limite, devem ser convocadas novas eleições.

Uma primeira tentativa falhou a 15 de outubro, quando Magdalena Andersson, líder do Partido Social-Democrata, não conseguiu obter o apoio dos deputados.

O presidente do parlamento pode igualmente solicitar a determinados candidatos que sondem as possibilidades de formar Governo, sem os submeter, de imediato, a uma votação em plenário.

Os analistas políticos preveem que os partidos sofram uma pressão crescente para ceder nas suas “linhas vermelhas” políticas, à medida que se aproximam do risco de novas eleições legislativas.

A Suécia está habituada a estas longas negociações: foram necessários 37 dias para formar Governo após as eleições de 2022, e 134 dias em 2018.

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Miguel Patinha Dias | 12:06 – 26/10/2026

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