Dez tendas estão desde as 22h30 montadas na Praça D. João I, Porto, cumprindo o aprovado cerca de uma hora antes na assembleia popular, continuando sem estar visível a presença da polícia nas imediações.
© Horacio Villalobos#Corbis/Getty Images
01/11/2026
por
Lusa
Dez tendas estão desde as 22h30 montadas na Praça D. João I, Porto, cumprindo o aprovado cerca de uma hora antes na assembleia popular, continuando sem estar visível a presença da polícia nas imediações.
Na reunião do movimento pela habitação com as cerca de 2.500 pessoas presentes na praça, foi dito que a PSP não irá intervir na próxima madrugada, uma situação que apenas se poderá verificar depois da 00h30, hora limite para as manifestações.
No local permanecem umas largas centenas de pessoas, dado que, com o avançar da hora e o baixar da temperatura, se tenha apressado a saída de grande parte dos que, que desde as 17:00, encheram a praça da acampada.
A PSP dispersou na madrugada de hoje as acampadas pelo direito à habitação no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, retirando cerca de 100 tendas. A intervenção culminou em cargas policiais e arremesso de objetos, provocando mais de duas dezenas de feridos entre manifestantes e polícias.
A atuação policial motivou um pedido de esclarecimentos do Presidente da República ao Governo e à Provedora de Justiça, e o anúncio de uma queixa-crime, por parte de um advogado, por abuso de poder contra o ministro da Administração Interna e o diretor da PSP.
Nos acampamentos, que começaram a 10 de outubro, os manifestantes exigem a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos “verdadeiramente acessíveis” à renda.

