Espanha prolonga controlos a viajantes de Itália por mais 15 dias

Espanha prolonga controlos a viajantes de Itália por mais 15 dias

O Governo espanhol anunciou hoje o prolongamento por mais 15 dias os controlos de passageiros procedentes de Itália, em resposta à decisão italiana de suspender o acordo de Schengen com Espanha mais duas semanas.

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31/08/2026
por

Lusa

Estes controlos, em portos e aeroportos, estão em vigor em Espanha desde 08 de agosto por um período inicial quer ia terminar em 08 de setembro, a que agora se vão somar mais 15 dias, disse o Ministério da Administração Interna espanhol.

 

O Governo italiano decidiu hoje prolongar por mais 15 dias a suspensão do acordo de Schengen com Espanha, medida que adotou em 01 de agosto por causa da entrada em massa de pessoas em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África.

Com esta decisão Itália vai manter pelo menos até meados de setembro os controlos nos portos e nos aeroportos a passageiros oriundos de Espanha.

“A decisão foi tomada em consonância com a análise efetuada pelo Comité de Análise da Imigração e Segurança das Fronteiras”, disse o Ministério da Administração Interna de Itália num comunicado.

Segundo essa análise, persistem “os elementos de avaliação que estiveram na base da reintrodução” de controlos a viajantes oriundos de Espanha, referiram as autoridades italianas.

O Governo italiano salientou, no entanto, que também está a ter “em conta as iniciativas já lançadas por Espanha, em conjunto com a União Europeia, para que a situação nessa zona possa caminhar para uma futura normalização”.

A reintrodução por Itália de controlos em portos e aeroportos para viajantes oriundos de Espanha, na sequência da entrada irregular maciça de migrantes em Ceuta em 30 e 31 de julho, foi criticada por Madrid.

Depois de o executivo liderado por Giorgia Meloni (direita e extrema-direita) ter ignorado apelos de Espanha para levantar as restrições aos viajantes, o governo de Pedro Sánchez (esquerda) impôs de forma recíproca controlos aleatórios a viajantes oriundos de Itália.

A crise em Ceuta ocorreu no final de julho, quando mais de 70.000 migrantes entraram irregularmente na cidade autónoma espanhola, num período de 24 horas, tendo a grande maioria regressado a Marrocos nos dias seguintes.

As autoridades espanholas estimam que permaneçam em Ceuta 5.000 migrantes, 1.200 das quais menores de idade, disse hoje o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez.

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