Estudantes protestam em Lisboa contra aumento das propinas em 2027

Estudantes protestam em Lisboa contra aumento das propinas em 2027

Associações de estudantes de cinco instituições de ensino superior convocaram uma manifestação em Lisboa, no dia 21 de outubro, contra a proposta do Governo de descongelamento do valor das propinas a partir de 2027/2028.

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09/10/2026
por

Lusa

Associações de estudantes de cinco instituições de ensino superior convocaram hoje uma manifestação, no dia 21 de outubro em Lisboa, contra a proposta do Governo de descongelamento do valor das propinas a partir de 2027/2028.

 

O protesto, marcado para as 17:00 em frente à sede do Governo, no Campus XXI, em Lisboa, foi convocado pelas associações de estudantes das faculdades de Letras, Belas-Artes e Psicologia e Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Escola Superior de Música de Lisboa.

Os representantes estudantis sublinham, em comunicado, que não irão “recuar face aos retrocessos que o Governo impõe aos estudantes”.

Em causa está a intenção de descongelar o valor das propinas, que não sofre alterações desde 2020, nas licenciaturas, Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) e mestrados indispensáveis ao exercício de uma atividade profissional a partir do ano letivo 2027/2028.

De acordo com a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), o valor máximo das propinas passará a ser igual ao teto fixado em 2026/2027 (697 euros), acrescido da taxa de variação média do Índice de Preços no Consumidor (IPC), sem habitação, registada em 2026.

Ao protesto anunciado hoje pelas cinco associações poderão juntar-se outras estruturas representativas dos estudantes que integram o Movimento Associativo Estudantil, disse à Lusa o presidente da Federação Académica de Lisboa (FAL).

“Estamos a discutir essa possibilidade, mas em breve saberemos”, afirmou Pedro Neto Monteiro, partilhando as críticas à proposta apresentada na quinta-feira pelo Governo.

Reconhecendo que não se trata de um “aumento considerável”, o presidente da FAL alertou para o impacto, ainda assim, no orçamento de muitas famílias e acrescenta que os estudantes “discordam do principio por detrás do aumento”.

O Governo já tinha proposto o descongelamento das propinas no ano passado, no âmbito do OE2026, mas a intenção foi travada pela oposição que aprovou, na discussão em especialidade, uma proposta do PS que mantinha o valor máximo nos 697 euros.

O congelamento das propinas foi aprovado em 2016, na altura por proposta do PCP no âmbito do Orçamento do Estado para 2017.

O valor ficou então fixado em 1.067,85 euros, tendo sofrido reduções sucessivas, e desde 2020/2021 que está nos 697 euros.