A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) recomendou hoje que todos os “sites” que utilizem a linguagem de programação PHP realizem uma atualização de software para corrigir vulnerabilidades críticas.
© Shutterstock
21/10/2026
por
Lusa
PHP
A Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA) recomendou hoje que todos os ‘sites’ que utilizem a linguagem de programação PHP, amplamente aplicada na internet, realizem uma atualização de software para corrigir vulnerabilidades críticas.
A NSA sugere retirar da internet qualquer ‘site’ baseado em PHP que ainda não tenha passado pela atualização, uma vez que as falhas permitem o acesso a servidores e a dados da organização, segundo uma mensagem publicada na rede social X.
Na Europa, um grande número de ‘sites’ foi desligado, incluindo os de todas as autarquias em França, por solicitação da agência de segurança dos sistemas de informação.
Na Finlândia, por volta das 15:30 (16:30 em Lisboa), o portal governamental informava que “os ‘sites’ governamentais (estavam) total ou parcialmente indisponíveis”.
As plataformas de serviços públicos também foram retiradas da internet na Dinamarca, nos Países Baixos e na Bélgica.
Antes, a PHP Foundation, que coordena o desenvolvimento e a evolução da linguagem, publicou um comunicado onde relata a existência de duas vulnerabilidades.
O PHP, acrónimo de Hypertext Preprocessor, é uma linguagem de programação criada no início da década de 1990 pelo programador canadiano-dinamarquês Rasmus Lerdorf. Permite estabelecer uma ponte entre um ‘site’ e um servidor que contém bases de dados.
A empresa de cibersegurança Palo Alto Networks indicou hoje ter identificado 22 milhões de plataformas expostas a estas vulnerabilidades.
Também hoje, a OpenAI explicou que as falhas foram detetadas com a utilização de um dos seus mais recentes modelos, o GPT-5.6 Sol.
“Dada a sua gravidade e a ampla difusão do PHP, consideramos este um dos problemas de segurança (informática) de maior impacto nos últimos tempos”, detalhou a ‘startup’ numa mensagem publicada no seu ‘site’.
A OpenAI esclarece que a empresa de cibersegurança Wiz, subsidiária da Google, também identificou estas falhas.
“Isto demonstra como a inteligência artificial (IA) pode revelar fendas cujas consequências afetam toda a internet”, acrescentou a OpenAI, alertando que estas mesmas capacidades “(podem, agora,) ajudar os hackers a desenvolver rapidamente (ataques)”.
Os especialistas têm alertado que a IA atingiu este ano um novo patamar neste aspeto, ao ponto de a Anthropic ter decidido não comercializar amplamente o seu modelo Mythos, por o considerar demasiado arriscado para a cibersegurança.
A principal rival da OpenAI disponibilizou o modelo apenas a um grupo restrito de organizações, para que estas pudessem realizar atualizações de ‘software’ para corrigir as falhas descobertas pelo Mythos.

