EUA. Secretário de Segurança Interna defende execução de Hasan em direto

EUA. Secretário de Segurança Interna defende execução de Hasan em direto

O secretário de Segurança Interna dos EUA (DHS, sigla em inglês), Markwayne Mullin, defendeu, no domingo, um plano para a transmissão em direto da execução de Nidal Hasan.

© Kevin Dietsch/Getty Images


12/10/2026
por

Notícias ao Minuto

O secretário do Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS, sigla em inglês), Markwayne Mullin, defendeu, no domingo, um plano para a transmissão em direto da execução de Nidal Hasan.

 

“Não vejo um risco elevado. Acho que as pessoas têm de entender que, se atacarem os Estados Unidos, nós iremos atrás de vocês e garantiremos que a punição seja proporcional ao crime”, afirmou.

Markwayne Mullin rejeitou ainda a ideia de que o facto de a execução ser transmitida ao vivo poderia alimentar a radicalização ou transformá-lo num “mártir”. 

“Hasan matou 13 pessoas em Fort Hood. Não tenho nenhuma simpatia por ele e não me importo nem um pouco com a forma como esse homem morre”, disse, em entrevista ao programa Face The Nation, da CBS.

De recordar que Nidal Hasan deverá ser executado por fuzilamento no dia 3 de dezembro, pelas 13h00 locais, em Fort Hood, no Texas. 

Hasan abriu fogo contra soldados norte-americanos num centro de processamento de pessoal de Fort Hood, no Texas, a 5 de novembro de 2009, e gritou “Allahu Akbar” (‘Alá é Grande’) durante o ataque.

“A decisão final é minha”

No sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ainda não tinha tomado uma decisão sobre se a execução seria ou não transmitida em direto. 

Questionado sobre o assunto pelos jornalistas, Donald Trump salientou: “Há duas opções: não mostrar ou mostrar”.

E acrescentou: “Ao mostrar, talvez outros não façam o que ele fez. No final, eu é que tomarei essa decisão. Sei que os militares gostariam de o fazer, mas a decisão final é minha”. 

O presidente dos EUA descreveu ainda Nidal Hasan como um “assassino implacável”, recordando que o então psiquiatra do Exército matou 13 pessoas “a sangue frio” e feriu 20. 

Matou 13 pessoas numa base militar

Hasan foi condenado à morte pelo ataque de 2009 em Fort Hood, no qual matou 13 pessoas.

O ataque ocorreu em 05 de novembro de 2009, quando Hasan, psiquiatra militar de origem palestiniana, abriu fogo sobre militares que se encontravam num centro de preparação para destacamentos no estrangeiro, na base de Fort Hood, no Texas.

O tiroteio provocou 13 mortos e mais de 30 feridos, tendo sido considerado um dos ataques mais mortíferos cometidos numa instalação militar dos Estados Unidos.

Hasan, que ficou paralisado da cintura para baixo depois de ter sido atingido pela polícia durante o ataque, foi condenado à morte em 2013 por um tribunal militar.

Durante o julgamento, Hasan admitiu ter sido o autor dos disparos e justificou a sua atuação com a oposição às operações militares norte-americanas no Afeganistão e no Iraque.

Execução transmitida ao vivo? Trump ainda não decidiu: “Há duas opções”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda não decidiu se a execução por fuzilamento de Nidal Hasan será transmitida em direto, salientando que a “decisão final” é sua.

Notícias ao Minuto | 09:54 – 12/10/2026

logo_nacloset_285_285_4k_webp2
Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações dos cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.