A Câmara de Felgueiras prevê que a Zona Industrial Alto das Barrancas, criada em 2018, gere cerca de 10.000 empregos nos próximos 10 anos, segundo o presidente da autarquia.
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15/10/2026
por
Lusa
A Câmara de Felgueiras prevê que, no prazo de 10 anos, a Zona Industrial Alto das Barrancas, criada de raiz em 2018, venha a empregar cerca de 10.000 pessoas, disse hoje o presidente.
“Queremos postos de trabalho novos e queremos sobretudo assegurar que esses postos de trabalho sejam mais bem remunerados, mais bem qualificados e que possamos ter aqui jovens que saem hoje das suas universidades e muitas das vezes não encontram logo um local para trabalhar, mas poderão encontrá-lo aqui”, disse o autarca.
Nuno Fonseca falava aos jornalistas à margem da inauguração de uma empresa de motores para estores, a SOMFY, de uma multinacional francesa que prevê criar, em cinco a seis anos, 700 postos de trabalho em Felgueiras.
Questionado sobre a importância deste projeto para o concelho, Nuno Fonseca falou da expansão da Zona Industrial Alto das Barrancas.
“Poderemos estar a falar de cerca, na sua plenitude, 10.000 postos de trabalho. Portanto, esta zona industrial vai-se transformar, de facto, numa das maiores zonas industriais do Norte. É para nós motivo de grande satisfação. Eu diria que no prazo de 10 anos temos de ter esta zona industrial com esses postos de trabalho”, disse o autarca.
A Zona Industrial Alto das Barrancas, localizada em Revinhade, no concelho de Felgueiras, distrito do Porto, fica situada junto ao nó da autoestrada A11 e tem atualmente instaladas três fábricas, entre as quais duas multinacionais, a SOMFY e a Coloplast, no setor de dispositivos médicos.
Nuno Fonseca recordou hoje que a criação desta zona industrial começou a ser feita “de raiz” em 2018, tendo a Câmara Municipal investido já cerca de 20 milhões de euros no local.
“Esta zona industrial começou a ser trabalhada por nós em 2018, completamente de raiz. Não existia nada. Era apenas um monte com mais de 200 proprietários”, disse.
Questionado sobre se para acolher o número de pessoas que a autarquia estima está já pensado um plano de mobilidade, Nuno Fonseca garantiu que sim e que esse será sempre trabalhado com os concelhos vizinhos e acompanhado por politicas de habitação”.

