O filho do camionista envolvido no incidente que matou dois militares na A1, junto à Área de Serviço de Cantanhede, agradeceu ao Exército o auxílio prestado ao pai e deixou “sentidas condolências” às famílias e amigos das vítimas.
© Shutterstock
22/08/2026
por
O filho do condutor do veículo pesado que esteve envolvido no incidente que provocou o atropelamento de dois militares na Autoestrada N.º1 (A1), junto à Área de Serviço de Cantanhede, deixou uma nota de agradecimento ao Exército e “sentidas condolências a toda a família e amigos” das vítimas.
Num comentário na publicação onde o Exército Português anunciou a morte dos dois militares, de 21 e 22 anos, o filho do camionista escreveu: “Resta-me apenas o agradecimento por terem prestado auxílio ao meu pai, pois não conseguiu imobilizar o pesado para dentro da área de serviço“.
“Infelizmente foram dois jovens, camaradas vossos, colhidos. Menos uns minutos e teria sido também o meu pai uma das vítimas. Sentidas condolências a toda a família e amigos“, escreveu ainda João Silva, acrescentando: “Obrigado ao Exército Português”.
© Facebook/Reprodução
Pedro Gonçalves, de 22 anos e natural de Torres Novas, e Francisco Oliveira, 21 anos, de Águeda, morreram após serem atropelados junto ao acesso à Área de Serviço de Cantanhede.
O acidente ocorreu pelas 9h33 de sexta-feira, ao quilómetro 204.8 da A1, no sentido Norte-Sul, segundo confirmou o Notícias ao Minuto junto do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.
Os dois militares estavam a regressar de São Pedro do Sul, onde estiveram empenhados durante uma semana na montagem de uma ponte militar, e seguiam em coluna pela A1 quando saíram para prestar auxílio a um camionista após o rebentamento de um pneu.
Após o atropelamento, os militares entraram em paragem cardiorrespiratória e foram efetuadas manobras de reanimação no local. Posteriormente, foram transportados para o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), onde foi declarado o óbito.
Em comunicado, o Exército lamentou a morte dos militares e confirmou que o acidente ocorreu “quando prestavam auxílio a um condutor de um veículo pesado imobilizado”.
Segundo o Exército, “foram de imediato acionados os mecanismos de apoio às famílias, incluindo acompanhamento psicológico”, e foi determinada “a abertura de um processo de averiguações para apuramento das circunstâncias do ocorrido”.

