O filme “Ariel”, do realizador espanhol Lois Patiño, inspirado numa obra de William Shakespeare e rodado nos Açores, estreia-se hoje nos cinemas portugueses.
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13/08/2026
por
Lusa
“Ariel”, que teve estreia mundial em 2025 no Festival de Cinema de Roterdão, nos Países Baixos, é uma coprodução entre Espanha e Portugal, com a Bando à Parte, e foi rodado nas ilhas do Faial e do Pico.
O projeto do filme surgiu “do desejo de explorar ‘A Tempestade’, de Shakespeare, na perspetiva da personagem de Ariel – o espírito do ar -, mas, pouco a pouco, abriu-se ao resto da obra do autor, para refletir sobre como e de onde a poesia, a humanidade e a profundidade dos textos de Shakespeare nos podem desafiar hoje em dia”, segundo a nota de intenções de Lois Patiño.
Em “Ariel” há uma atriz argentina que chega aos Açores para atuar na peça “A Tempestade”, do dramaturgo inglês, juntamente com a companhia galega Voadora.
“Mas, ao chegar à ilha, após um estranho acontecimento no ferry em que viajava, começa a observar comportamentos singulares nos habitantes. O aparecimento de uma menina, Ariel, irá guiá-la por aquele lugar estranho, onde o real e o imaginário, o onírico e o espectral, parecem fundir-se num espaço ambíguo”, lê-se na sinopse.
Antes de chegar agora aos cinemas portugueses, “Ariel” já foi exibido em vários festivais, nomeadamente em Buenos Aires, Barcelona e Londres.
“Ariel” conta com interpretações de Agustina Muñoz e Irene Escolar, e é a mais recente longa-metragem do realizador Lois Patiño que, como refere a biografia oficial, faz parte de uma nova geração de cineastas da Galiza, juntamente com Oliver Laxe, Diana Toucedo ou Jaione Camborda.
Antes de “Ariel”, Lois Patiño e o argumentista Matias Piñeiro estiveram numa residência artística no ARQUIPÉLAGO – Centro de Artes Contemporâneas, em São Miguel, onde rodaram a curta-metragem “Sycorax” (2021), estreada em Cannes e igualmente ligada à peça “Tempestade”, de Shakespeare.

