Para já, França não terá condução automatizada da Tesla. O ministro dos Transportes do país considera que ainda não há benefícios suficientes para justificar os riscos, permanecendo lacunas importantes por resolver.
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23/07/2026
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Notícias ao Minuto
Ao contrário de países como os Países Baixos, a condução automatizada (FSD) da Tesla foi recusada em França. Foi o que revelou o ministro Philippe Tabarot, observando, igualmente, que não é um sistema de condução autónoma, já que o condutor tem sempre de estar a postos para assumir a operação e manter a atenção a cada momento. E são várias as preocupações do governo francês.
Desde logo, o ministro dos Transportes Philippe Tabarot disse que o sistema permite velocidade em excesso, já que pode ir mais veloz se detetar veículos a andar a maior velocidade – mesmo que acima do limite legal: “Como resultado, as leis de trânsito não estão a ser respeitadas“, reiterou.
Também aponta o facto de os dados sugerirem a impossibilidade de assegurar o nível de atenção adequado do condutor em zonas urbanas e em cenários complexos como mudanças de faixa, rotundas ou cruzamentos. Neste aspeto, o governante sublinhou que, mesmo com a assistência à condução ativa, o único responsável por eventuais incidentes ou infrações é o condutor humano.
Assim, para o Executivo gaulês, faltam benefícios de segurança que justifiquem a autorização: “Em França, acreditamos que este sistema representa vários avanços tecnológicos, mas que as contrapartidas em termos de segurança ainda não são suficientes para justificar uma autorização na sua forma atual”, disse o ministro.
Um não agora, mas um sim no futuro?
Se França rejeita, para já, a condução automatizada da Tesla, o mesmo não acontecerá necessariamente para sempre. Na mesma comunicação, Philippe Tabarot deixou a porta aberta – revelando até que o ministro dos Transportes francês foi recentemente aos Países Baixos falar do assunto.
Esclareceu que “França apoia estas tecnologias“, mas defende que o seu uso deve ter uma base de confiança que permita avaliar “os sistemas”, decidindo então quais são os ajustes necessários de modo a que o sistema da Tesla fique conforme a padrões elevados.
No entender de Philippe Tabarot, é necessário pensar com tempo a analisar tudo cautelosamente, tendo em conta que este tipo de tecnologias de condução automatizada são novas e concebidos para operar em qualquer ambiente – incluindo quando há grande complexidade.
Ao mesmo tempo, o governante garantiu que França continua a apoiar novas tecnologias de assistência à condução, permitindo-os desde que cumpram os requisitos de segurança definidos. E até definiu como grande objetivo “ir da assistência à condução à condução totalmente autónoma”.
Também observou que, desde 2015, já foram feitos mais de 200 ensaios de automóveis autónomos – uma base considerada sólida, quando o seu objetivo é ter a circular veículos autónomos aprovados já no próximo ano.
Os Países Baixos foram o primeiro território europeu a aprovar o sistema de condução automatizada da Tesla – seguindo-se outros: Bélgica, Dinamarca, Estónia e Lituânia.

