A porta-voz da União de Estudantes de França, Sabrine Kharbach, convocou hoje um bloqueio das escolas secundárias e das universidades para as próximas terça e quinta-feira.
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31/10/2026
por
Lusa
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A medida é uma reação — segundo a própria — à proibição do percurso proposto pelos manifestantes para a manifestação que hoje decorre em Paris, e visa demonstrar a “legitimidade das suas reivindicações”.
“Querer proibir as manifestações todas as semanas, querer proibir os cortejos que sempre ocorreram de forma tranquila… Vamos mostrar-lhes que estão errados (…) e que as nossas reivindicações são legítimas”, declarou Sabrine Kharbach — que falava também em nome da União Sindical dos Estudantes do Ensino Secundário (USL), no início da marcha em Paris.
“Já esta terça-feira, vamos bloquear as nossas universidades e escolas secundárias; faremos o mesmo na quinta-feira, para depois participar na manifestação nesse dia, atendendo ao apelo dos trabalhadores e trabalhadoras”, acrescentou.
“Não estamos a pedir luxo; não queremos um MacBook em cada sala de aula, nem um restaurante gastronómico”, afirmou, por sua vez, Ryad Rani, presidente da USL. “Pedimos condições dignas, condições adequadas para estudar, e um plano nacional para as infraestruturas das instituições”.
“Na terça-feira, faremos o bloqueio”, acrescentou. “Naturalmente, apoiaremos, já a partir de segunda-feira, as ações organizadas pelos alunos dos ensinos secundário e universitário. Mas, na segunda-feira, convidamos todos a organizarem-se em assembleias gerais, para que possamos realizar bloqueios ainda mais eficazes na terça, quarta, quinta e sexta-feira — e durante o tempo que for necessário — até vencermos e conquistarmos condições dignas neste país”.
As autoridades francesas temem que as mobilizações de hoje contra o elevado custo de vida — em pleno “Halloween” — sejam marcadas pela violência e pilhagens, a exemplo do que aconteceu a 17 de outubro; por isso, mantiveram um esquema de segurança excecional, com a mobilização de 70 mil polícias e “gendarmes”.
Este novo dia de protestos acontece a seis meses da eleição presidencial, na qual a candidata de extrema-direita Marine Le Pen surge como favorita, segundo as sondagens.

