As fraudes nas telecomunicações em Moçambique caíram 64% em 2025, para 195.045 ocorrências, mas os mecanismos de burla são mais sofisticados e representam um desafio na segurança das redes e proteção dos consumidores, anunciou hoje o regulador.
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04/11/2026
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Lusa
As fraudes nas telecomunicações em Moçambique caíram 64% em 2025, para 195.045 ocorrências, mas os mecanismos de burla são mais sofisticados e representam um desafio na segurança das redes e proteção dos consumidores, anunciou hoje o regulador.
Segundo o Relatório de Segurança e Resiliência das Telecomunicações 2025, divulgado pelo Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM), os incidentes reportados tiveram um impacto financeiro consolidado de 128,31 milhões de meticais, demonstrando que a redução do número de ocorrências não eliminou os prejuízos associados às práticas fraudulentas.
O relatório, apresentado aos operadores do setor na terça-feira, avalia a segurança e a capacidade de resposta perante fraudes, ameaças, falhas técnicas e outros incidentes nos serviços de telefonia móvel, Internet e radiodifusão televisiva.
Entre as modalidades de fraude mais frequentes identificadas destacam-se a “Wangiri”, que consiste na realização de chamadas curtas destinadas a induzir os destinatários a devolver a chamada, geralmente para números internacionais ou de valor acrescentado, a SIMBOX, associada ao encaminhamento irregular de chamadas internacionais, e o SMS Phishing, baseado no envio de mensagens falsas para obtenção de dados pessoais, bancários ou códigos de acesso.
A presidente do conselho de administração do INCM, Helena Fernandes, considerou que a redução das ocorrências constitui um sinal positivo, mas advertiu que a evolução das modalidades de fraude exige uma resposta contínua e coordenada.
“Embora a redução registada constitua um sinal positivo, importa reconhecer que estas e outras modalidades de fraude continuam a representar um desafio significativo para a segurança do setor e para a proteção dos consumidores.
“Isso exige que continuemos atentos e a modernizar os nossos sistemas de prevenção, deteção e controlo”, afirmou, citada na informação do INCM divulgada hoje, sobre o relatório.
O documento alerta igualmente para riscos associados a fenómenos climáticos extremos, referindo que os ciclones Dikeledi e Jude provocaram a inoperacionalidade de 174 estações de telecomunicações, expondo vulnerabilidades das infraestruturas e a necessidade de reforçar a redundância dos sistemas e a continuidade dos serviços.
Perante estes desafios, o regulador defende o reforço da cooperação entre os operadores e as entidades do setor, através da partilha atempada de informação, do reporte sistemático de incidentes, da promoção da literacia digital e da implementação de mecanismos eficazes de denúncia e prevenção de fraudes.

