“O meu pai amava quando eu estava no Benfica”, revela Gabriel Barbosa, avançado do Santos, que assume estar a começar a perceber que só se dá “bem em equipas de praia”.
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07/11/2026
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Gabriel Barbosa concedeu, esta sexta-feira, uma extensa entrevista ao portal brasileiro Globoesporte, na qual abordou diversos temas, começando, desde logo, pelos motivos que levaram a que fracassasse no futebol europeu, primeiro, ao serviço do Internazionale (um golo em dez jogos) e, depois, do Benfica (um remate certeiro em cinco partidas).
“É claro que eu não posso ser mentiroso e dizer que o futebol também não é um negócio. É claro que procuras sempre fazer a melhor coisa para a tua família. O Santos tem a questão da música, dos Meninos da Vila, do ADN ofensivo… Eu estou na minha cidade, amo jogar pelo Santos. Quando eu estava no Flamengo, via todos os jogos do Santos”, começou por afirmar.
“É uma identificação, talvez, do ser humano mesmo, do Gabriel. Com o Flamengo, é a mesma coisa, são os adeptos, o Maracanã lotado, o equipamento… Eu acho a camisola do Flamengo linda. Eu sentia-me muuito bem a ir para o Maracanã. Eu vi nos adeptos algo que era diferente. Eu gostava muito quando ganhávamos o jogo e, no outro dia, estava toda a gente vestida de Flamengo, então, eu ia para o treino, via toda a gente com a camisola do Flamengo e isso deixava-me muito feliz”, prosseguiu.
“As crianças faziam a minha comemoração, o cabelo loiro… O pessoal do Rio [de Janeiro] sempre me tratou super bem. Vai acontecendo, é algo que vais buscando. Talvez no Inter e no Benfica não tenha acontecido muito isso. O meu pai amava quando eu estava no Benfica. Eu já não gostava de Portugal. Só que, no Rio e, aqui, em Santos, é tudo perfeito. E também há praia. Estou a começar a achar que só me dou bem em equipas de praia. Eu gosto muito da praia, também”, completou.
“Achava que teria mais oportunidades no Benfica, era uma equipa num campeonato português, a língua não me ia atrapalhar…”
Gabigol (alcunha pela qual é conhecido) assumiu, ainda, a responsabilidade pelo facto de, no Velho Continente, nem tudo ter corrido como pretendia: “O Inter fez uma proposta que era irrecusável. E eu também tinha vontade de jogar na Europa. Depois, as coisas acabaram por não dar certo, fui para o Benfica porque eu achava que teria mais oportunidades, era uma equipa num campeonato português, a língua não me ia atrapalhar…”.
“Foi um consenso geral. No regresso ao Santos, o meu pai teve um peso enorme, em 2018. E, depois, no Flamengo, aí, já fui eu. Quando chegou o Flamengo, eu disse ‘Preciso de jogar no Flamengo’. Eu sempre tive vontade de jogar no Flamengo. Quando chegou, aí, não ouvi mais nada. Era o Flamengo, e podia vir acho que Real Madrid ou Barcelona que eu ia para o Flamengo”, apontou.
“Amo a equipa, amo os adeptos, amo a cidade… E, quando eu estava lá e perguntavam pelo Santos, eu dizia a mesma coisa, que amo a equipa, amo os adeptos e amo a cidade. É a verdade, não há o que fazer. Eu não sei o que esperam que eu digo quando me perguntam sobre isso. Se me perguntassem por outras equipas, como o Inter ou o Benfica, é um sentimento totalmente diferente”, concluiu.

